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domingo, 2 de outubro de 2011

ALIMENTAÇÃO X CÂNCER

Uma das principais metas da alimentação consiste em manter o nosso organismo saudável, proporcionando melhor qualidade de vida, nos aspectos físico e mental do ser humano.
Porém, a nossa alimentação tem sido muito associada com o processo de desenvolvimento do câncer, principalmente de mama, cólon (intestino grosso), reto, próstata, esôfago e estômago.
Portanto, algumas mudanças nos nossos hábitos devem ser adotadas para nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolver câncer, doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes.
São elas:
1 - Evitar alimentos ricos em gorduras saturadas, trans e colesterol (exemplo: carnes vermelhas, frituras, bacon, presunto, salsicha, lingüiça, mortadela, etc). Consumir alimentos ricos em ômega 3 (peixes de águas salgadas e frias, como: atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão). Substituir a gordura animal (manteiga, banha) por gorduras monoinsaturadas, tais como azeite de oliva e óleo de canola, que aumentam o HDL-colesterol – o "bom colesterol", responsável por conduzir o colesterol para fora das artérias e, dessa forma, impedir seu acúmulo e prevenir problemas cardiovasculares.
Em relação a cânceres de mama e próstata, a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco da doença.
2 – Evitar alimentos preservados em sal (como carne-de-sol, charque e peixes salgados) e alimentos que contêm níveis significativos de nitritos e nitratos (como picles, salsichas e outros embutidos e alguns tipos de enlatados), pois se transformam em nitrosaminas no estômago que têm ação carcinogênica potente. As agressões contínuas à mucosa gástrica, decorrentes da ação irritativa do consumo de sal, nitritos e nitratos e/ou da ingestão de alimentos em temperatura elevada, poderiam atuar como facilitadores no processo de sua invasão por Helicobacter pylori, o que geraria condições compatíveis para o desencadeamento do câncer gástrico.
3 - Adicionar menos sal na hora de cozinhar e evitar temperos industrializados, aumentar o uso de temperos como azeite, alho, cebola, salsa, cebolinha... Os vegetais do gênero Allium (como o alho, alho poró, cebola, cebolinha-verde, chalota e cebolinha) contêm alicina, que exerce ação antimutagênica, que estaria relacionada à proteção ao câncer gástrico. Além disso, estudos mostram que extrato de alho possui poder bactericida, in vitro, contra o Helicobacter pylori. Quando for consumir sal, dê preferência ao sal marinho puro, pois ele é rico em minerais essenciais à vida, como ferro e manganês, enquanto o sal de mesa refinado é pobre em nutrientes benéficos ao corpo e tóxico ao nosso organismo. Porém, não é porque ele contém sais minerais que deve ser consumido sem limites.
4 - Aumentar o consumo de alimentos integrais, frutas e vegetais (pelo menos 5 porções ao dia), acrescentar fibras e farelos aos preparos de alimentos para aumentar o consumo de fibras, pois estudos demonstram que uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon etc.), está relacionada a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon e de reto, possivelmente porque, sem a ingestão de fibras, o ritmo intestinal desacelera, favorecendo uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos encontrados no conteúdo intestinal. Além disso, Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células.
5 – Substituir as frituras de imersão por métodos de cozimento que usam baixas temperaturas e menos gordura, como vapor, pochê, ensopado, guisado, cozido ou assado. Além disso, ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago e coloretal. Evitar também o consumo de defumados e churrascos que são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica.
6- Diminuir a quantidade de carne vermelha, devido ao seu conteúdo de gordura saturada e colesterol.
7 - Incluir soja e seus derivados, pois a sua ação antioxidante protege o organismo contra os danos celulares que levam ao envelhecimento. Diversas pesquisas têm demonstrado que o consumo de produtos derivados da soja está associado com a redução do risco de inúmeras doenças, tais como câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, mal de Alzheimer e sintomas da menopausa.
8 – Diminuir o consumo de Bebidas alcoólicas, sucos artificiais e refrigerante: o álcool é uma substância tóxica, e os sucos e bebidas artificiais contêm uma combinação de corantes químicos em sua composição, desaconselháveis à saúde. Refrigerantes do tipo cola contêm formaldeído e corantes tóxicos, além disso o gás dos refrigerantes causa gases e sensação de estufamento abdominal. Muitos dos refrigerantes diet/light contêm sacarina e/ou ciclamatos, que também são tóxicos para o fígado e, no caso do ciclamato, carcinogênico.
9 – Diminuir o consumo de açúcar
Estudos comprovam que o excesso da ingestão de açúcares e de outros carboidratos refinados pode contribuir para a ocorrência de sensibilidade à insulina, alterações no acúmulo e distribuição da gordura corporal e aumento da concentração de fatores de crescimento, o que pode promover o desenvolvimento de neoplasia.
O Câncer necessita de açúcar (glicose) e as células cancerosas utilizam uma grande quantidade de glicose. Em fato, a glicose se torna fonte de energia das células cancerosas. O consumo freqüente de açúcar e alimentos com alto teor de açúcar pode aumentar o risco de câncer pancreático, mama e coloretal pela indução freqüente da hiperglicemia, aumento da demanda de insulina, e diminuição da sensibilidade à insulina.
Quando for consumir açúcar, dê preferência ao mascavo que é mais saudável, pois contém proteínas, gordura, cálcio, fósforo, ferro, vitamina B1, B2, niacina, vitamina C, sódio, potássio, magnésio, cobre e zinco, enquanto o açúcar refinado contém 0 (zero) desses nutrientes, e ainda rouba o estoque de minerais do organismo para ser digerido e absorvido. Porém, não é porque ele contém todas essas vitaminas e esses sais minerais que deve ser consumido sem limites.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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KIM, J.; PARK, S.; NAM, B. Gastric cancer and salt preference: a population-based cohort study in Korea. Am J Clin Nutr; 91: 1289-1293, 2010.
HOWARTH, N.C.; MURPHY, S.P.; WILKENS, L.R. et al. The association of glycemic load and carbohydrate intake with colorectal cancer risk in the Multiethnic Cohort Study. Am J Clin Nutr; 88(4): 1074-1082, 2008.

LAJOUS, M.; BOUTRON-RUAULT, M. C.; FABRE, A. et al. Carbohydrate intake, glycemic index, glycemic load, and risk of postmenopausal breast cancer in a prospective study of French women. Am J Clin Nutr; 87(5): 1384-1391,2008.

LARSSON, S.C.; BERGKVIST, L.; WOLK, A. et al. Consumption of sugar and sugar-sweetened foods and the risk of pancreatic cancer in a prospective study. Am J Clin Nutr;84(5): 1171-1176, 2006.
MAGALHÃES ,Lidiane Pereira; OSHIMA ,Celina Tizuko Fujiyama; SOUZA ,Lessileia Gomes; LIMA Jacqueline Miranda de; CARVALHO ,Luciana de; FORONES,Nora Manoukian. Variação de peso, grau de escolaridade, saneamento básico, etilismo, tabagismo e hábito alimentar pregresso em pacientes com cancêr de estômago.Arq. Gastroenterol. v.45 n.2 São Paulo abr./jun. 2008
RESENDE,Ana Lúcia da Silva; MATTOS ,Inês Echenique; KOIFMAN Sergio. Dieta e câncer gástrico: aspectos históricos associados ao padrão de consumo alimentar no estado do Pará. Rev. Nutr. v.19 n.4 Campinas jul./ago. 2006.
ABREU, Evaldo. A prevenção primária e a detecção do câncer de estômago. Cad. Saúde Pública v.13 supl.1 Rio de Janeiro 1997
STOLZENBERG-SOLOMON, R.; GRAUBARD, B.I.; CHARI, S. et al. Insulin, glucose, insulin resistance, and pancreatic cancer in male smokers. JAMA; 294(22): 2872-2878, 2005.

TAKACHI, R.; INOUE, M.; SHIMAZU, T. et al. Consumption of sodium and salted foods in relation to cancer and cardiovascular disease: the Japan Public Health Center–based Prospective Study. Am J Clin Nutr; 91: 456-464, 2010.

Wang Xiao-Qin, Terry PD, Yan H. Consumo de sal e câncer gástrico. Review of salt consumption and stomach cancer risk: Epidemiological and biological evidence. World J Gastroenterol. 2009. 14; 15(18): 2204-2213.

domingo, 25 de setembro de 2011

Um emocionante depoimento

Acompanhe a emocionante história de Paloma Azevedo, que melhorou a sua qualidade de vida com a ostomia, considerada por ela, a cirurgia da vida.


Meu nome é Paloma, tenho 27 anos e sou ostomizada a 2. Durante toda a minha vida sofri com muitas dores intestinais, intestino preso, febre, náuseas, até então de causa desconhecida. Somente aos 20 anos tive diagnóstico de Hischprung mais conhecida como megacolon congênito.

Primeiro problema, essa doença geralmente é diagnosticada em recém nascidos, os médicos desconhecem casos na minha idade. Por morar no interior de São Paulo, não tinha muitos recursos para exames, então parti para Unicamp; lá  fiz vários exames por 2 anos, colonoscopia, enema, biopsia, transito intestinal, entre outros.
Conclusão final, como tinha chegado nessa idade e sobrevivendo a essas condições, os médicos acharam melhor não fazer  a cirurgia, pois o risco de vida era grande e preferiam controlar a doença em vez operar. Só que as dores aumentaram, e as internações também...
Um dia depois de estar com a barriga totalmente inchada, muita dor, febre, vomito, fui internada as pressas com obstrução intestinal. O medico me disse que teria que fazer a cirurgia porque não iria aguentar mais tempo daquele jeito. Detalhe, o hospital da minha cidade é pequeno e não tem UTI,mas aceitei.
Em setembro de 2007 fiz a primeira cirurgia, a colectomia total, que foi um sucesso, mas a recuperação... um sofrimento. Perdi 10 quilos logo após a cirurgia, tenho 1,75 e cheguei a pesar 52 Kg, fora as dores e a diarreia constante. Foram doze dias internada e só parei de vomitar nos dois últimos dias, e tive alta. A recuperação foi lenta e dolorosa, com algumas internações e muitos remédios.
Passado 3 meses, quando me senti mais forte, novamente veio aquela dor intensa, inchaço, vômitos e... obstrução intestinal, novamente fiz cirurgia as pressas. Dessa vez, com um pouco mais de sofrimento, porque tive que ficar 3 dias na UTI com uma febre muito alta, vazamento nos pontos, muito debilitada. Mais 10 dias de internação. Tive alta e fui para casa  com uma diarreia intensa,com media de 20 a 30 idas ao banheiro e quando não suboclusão intestinal, resumindo pelo menos de 2 a 3 dias no hospital durante um ano.
Não estava mais aguentando essa vida, tive depressão e síndrome do pânico por conta de tantas internações. Por uns 4 meses tomava apenas um suplemento Peptamen, pois tinha medo de comer e ter que internar.
Fui buscar ajuda em um proctologista em Ribeirão que me encaminhou para o HC, no qual em fevereiro de 2009 fiz a ileostomia. Minha qualidade de vida após a bolsa melhorou muito, consigo me alimentar bem e levo uma vida praticamente normal. Este ano tive apenas 3 internações, sinto dores com menos intensidade, me curei da depressão e síndrome do pânico, não preciso mais de calmantes, graças a Deus.
No mês passado recebi a noticia de que minha bolsa será definitiva, confesso que me senti um pouco triste, porque as vezes a falta de controle com o funcionamento da bolsa, é desconfortável, mas o medico me  disse que não a tiraria, porque o meu estômago e intestino delgado são dilatados também, o meu reto não tem sistema nervoso, ai ele me perguntou: “quer ficar do jeito que era antes?” Claro que não, passar por tudo o que eu passei nunca mais. E de tudo para mim ficou a lição: não podemos desanimar nunca, por mais difícil que pareça, sempre há pessoas em situações mais difíceis do que a nossa, e que não a nada mais importante do que estar viva, por isso para mim a  ostomia é a cirurgia da vida!!!!!!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Limpeza de uma bolsa coletora de fezes

Neste vídeo produzido pela Coloplast será apresentado alguns procedimentos básicos com relação à limpeza das Bolsas Coletoras.



1 - Abra a saída de efluente da bolsa coletora
2 - Esvazie a bolsa coletora
3 - Limpe com papel a saída de efluentes da bolsa coletora
4 - Feche a saída de efluentes da bolsa


OBS.: Para facilitar a saída de efluentes da bolsa coletora de fezes, alguns usuários inserem água na bolsa com o auxílio de uma garrafa pequena, bisnaga ou ducha higiênica. Assim as fezes ficam mais amolecidas ou líquidas e saem mais facilmente.

http://www.ostomizadosecia.com/2010/09/informacoes-basicas-para-o-uso-de_30.html
http://www.youtube.com/watch?v=qnfUzbEk9DQ
http://www.coloplast.com/ostomycare/topics/beforeoperation/pages/userguides.aspx

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Colocação de uma bolsa coletora de fezes

Vídeo produzido pela Coloplast com o objetivo de ensinar passo a passo como se coloca uma bolsa coletora de fezes.


1 - Retire o filme protetor
2 - Passe o dedo ao redor do orifício da placa para verificar que não haja rebarba que possa machucar o estoma
3 - Se for peça única, lembre-se de fechar a bolsa antes de colocar a placa
4 - Passe o dedo no orifício da placa para ajustar e aumentara aderência na área próxima ao estoma
5 - Coloque a placa e pressione-a sobre a pele, para fixá-la bem!



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Preparação de uma bolsa coletora de fezes

Esse vídeo foi produzido pela Coloplast com o objetivo de ensinar o ostomizado a medir o tamanho do seu estoma para confeccionar o corte da placa.


Se o estoma for circular: 
1 - verifique o tamanho correto do estoma nas circunferências do medidor, de modo que não fique pequeno e nem grande;
2 - Coloque o medidor sobre a placa da bolsa e desenhe a circunferência. 
3 - Recorte a placa, se for de peça única, tome cuidado para não furar a bolsa!

Se o estoma for ovalar:
1 - Dobre o medidor ao meio, de modo que as circunferências fiquem em formato de meia bola.
2 - Veja qual a circunferência mais adequada no sentido horizontal e no vertical.
3 - Apoie o medidor na placa e faça o desenho ovalar com as circunferências (horizontal e vertical) mais adequadas!
4 - Recorte a placa, se for de peça única tome cuidado para não furar a bolsa!


domingo, 7 de agosto de 2011

Oncoguia - Portal do paciente com câncer

O câncer colorretal (intestino) é uma das causas que pode fazer com que uma pessoa fique ostomizada.

A princípio, a aceitação da ostomia é muito difícil. Além da preocupação com a cirurgia, surge também a preocupação com o tratamento oncológico.

Muitas vezes o paciente e os seus familiares ficam perdidos e não sabem como lidar com essa situação. Por isso sugerimos que você visite o site do Instituto Oncoguia, que foi criado com o objetivo de ajudar a pessoa com câncer.

No site Oncoguia, você pode pesquisar sobre vários assuntos relacionados ao câncer, como os tipos de tratamentos, qualidade de vida, bem estar e câncer, os direitos de um paciente com câncer, a alimentação e muito mais, além de ter um espaço reservado para o paciente e um para os familiares.

O endereço do site Oncoguia - Portal do paciente com câncer é www.oncoguia.com.br


Referência: http://www.oncoguia.com.br/site/index.php