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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Depoimento de Edna Pereira

Vamos conhecer a história da Guerreira Edna Pereira?



Olá, sou Edna Pereira, mais conhecida por meus amigos ostomizados, como Eda Pereira. Moro em São Paulo, tenho 44 anos e há 22 anos sou portadora de Doença de Crohn, uma inflamação crônica intestinal.
Minha primeira cirurgia foi em 1994, 3 anos após o diagnóstico. Foi uma cirurgia simples e rápida para a retirada de uma fístula anal que muito me incomodava. Após esta data tive várias crises com diarreia, febre, emagrecimento e outras “coisitas” mais. Passei por várias internações, porém não havia passado por mais nenhuma outra cirurgia; até que em 2008, nem mesmo as medicações mais caras e modernas, estavam fazendo efeito sobre a estenose anal e as múltiplas fístulas perianais e retovaginal, que a doença me presenteou.
Eu já não conseguia fazer as coisas mais simples como andar, sentar, subir e descer escadas; sem que eu não sentisse muita dor. Saía tanta secreção das fístulas que eu vivia com absorvente para não sujar a roupa e, por mais que eu tentasse manter a higiene, vivia suja e insegura para vestir algo mais claro ou justo. Meu figurino parecia um uniforme, pois adotei o uso de calça bailarina preta. Tinha um monte dessas calças, pela facilidade de tirar na hora das crises de diarreia, pela segurança que a cor escura me dava disfarçando as secreções e pela costura mais delicada, pois a costura das calças jeans machucavam e muito aquele monte de fístulas com abcessos no meu bumbum.
Voltando a 2008, minha qualidade de vida estava super baixa, assim como meu astral e autoestima. Já não tinha ânimo para mais nada.
Com as complicações se agravando, minha querida médica Dra. Andrea Vieira, me encaminhou para a equipe de cirurgia da proctologia da Sta Casa de SP, e então minha 2ª cirurgia, dessa vez bem mais complexa, foi agendada para Fevereiro de 2009.
Os médicos decidiram fazer uma ostomia provisória para desviar o trânsito intestinal e diminuir as infecções causadas pela contaminação das fezes sobre as fístulas.
Lógico que eu não queria ter que operar. Chorei muito quando soube que teria de usar bolsinha e cheguei a ficar com depressão, porém estava tão mal e com tantas dores, que acabei aceitando a ideia de uma ostomia. Diria que minha 2ª cirurgia foi um mix 2 em 1, pois fizeram uma ileostomia e uma fistulectomia , onde colocaram 10 fios de settons em minhas fístulas.
Tive alta, fui para casa e surpreendi minha família e à mim mesma. O 1º dia que amanheci em meu quarto, estava sozinha e tive tempo para avaliar meus pensamentos. Tinha 2 ideias que gritavam forte em minha cabeça. Uma delas me fazia sentir muita pena de mim mesma e a outra me incentivava a levantar, me fazer de forte e guerreira. Graças a Deus, decidi pela 2ª opção, e desde então luto para viver o que for possível da melhor maneira possível.
É óbvio que nestes 4 anos de ostomia, vez por outra, existem aqueles maus momentos. Deixo que venham, pois não sou de ferro. Tiro meu fardo das costas, coloco no chão e dou um tempo, esperando recuperar minhas forças. Aprendi com minhas psicólogas que é bom me permitir; então curto “meu momento conchinha”, fico quietinha no meu canto e normalmente consigo dar um jeito sozinha. Quando não consigo fazer isso, corro e peço ajuda para alguém da família, para um amigo ou para um profissional. Um irmão ou um amigo são uma benção, mas muitas vezes um psicólogo é bem necessário e, eu recorro a esse auxílio sem orgulho ou vergonha.
Energia recuperada, procuro fazer coisas que me dão prazer, e a ostomia me fez descobrir novos talentos, novas alegrias, novos amigos e nova paixão pela vida.
No polo onde retiro meu material de ostomia existe um programa de apoio à ostomizados e algumas atividades. Em 2010 comecei a participar das aulas de Yoga com as professoras Luiza e Darci (tb ostomizada). Animada com meu progresso e incentivada pela médica do programa, Dra. Jéssica, resolvi praticar dança do ventre, pois segundo a doutora, seria bom para a musculatura do abdome, assim como para a mente. Me inscrevi em uma escola perto de casa e pude contar com o total apoio e respeito da professora de dança, Marlene Reis. No início eu dizia que só iria participar das aulas, mas nunca participaria de nenhuma apresentação, afinal eu usava uma bolsinha e seria impossível vestir uma roupa de dançarina de dança do ventre. No final de 2010, via minhas colegas cheias de euforia arrumando suas roupas para a apresentação de encerramento. Eu sabia todas as coreografias, pois havia ensaiado com elas durante meses. Meus amigos da AOMSP me incentivavam e falavam da Eliane Santos, uma guerreira ostomizada, dançarina de dança do ventre, e hoje minha amigona.
Minha família também me incentivou muuito e minha comadre Regina, fez minha roupa com uma faixa especial para disfarçar a bolsa.
Nossa, foi como ganhar o Oscar!!! Eu não me aguentava de tanta alegria por poder estar ali sem dor. E apesar de ostomizada, me apresentei vestida à caráter, aplaudida por minha família amada e meus queridos amigos. Estar naquela apresentação e curtir aquele momento mágico na minha vida era como uma oração fervorosa de agradecimento a Deus, por ter colocado no meu caminho um médico talentoso e humano como o Dr. Idblan C. Albuquerque, que me ajudou a recuperar a qualidade de vida, depois de 11 vezes de idas e vindas do centro cirúrgico para curar minhas fistulas.
Com tantas coisas boas que meu amado Pai do Céu estava me permitindo viver, não havia razão para eu me revoltar ou lamentar por ser portadora de Doença de Crohn e ostomizada; pelo contrário, eu tinha tudo para agradecer. Então chegou meu momento de retribuir um pouco do muito que havia recebido. Há mais ou menos um ano e meio, passei a fazer parte do grupo de acolhedores voluntários, coordenado pela Geraldine, presidente da AOMSP (Assoc. Dos Ostomizados do Munic. De São Paulo) no AME Barradas e um mês depois, iniciei meu voluntariado também no CROHNISTAS DA ALEGRIA, um grupo de vivência e apoio psicológico a portadores de DII (Doença Inflamatória Intestinal), criado por pacientes do ambulatório de coloproctologia do Hospital Heliópolis.
Apesar de estar na ativa, ainda carrego algumas complicações e terei de fazer nova cirurgia. Com certeza esta será a maior de todas, pois terei de fazer uma amputação anorretal e tornar minha ostomia definitiva.
A cirurgia está prevista para ser feita até o final de 2013.
Que Deus, com sua infinita bondade e sabedoria, me permita passar logo por essa fase dolorosa e voltar ativamente a trabalhar, ajudando e aprendendo com meus semelhantes. Que eu consiga lidar com a nova experiência, da mesma maneira que venho lidando até hoje. Que meu astral e alegria de viver estejam sempre comigo. Que eu mantenha o bom humor e boa vontade com a vida.
Que assim seja.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

MÃE QUERIDA...MÃE GUERREIRA...MÃE CORAGEM....SIMPLESMENTE NOSSA MÃE!!!

Christiane e Cláudia Yamada

Hoje, viemos especialmente, homenagear uma grande guerreira....a nossa mãe! Não só a nossa mãe, mas a mãe de todos vocês, aquela que sempre nos apoiou, deu força e esteve presente nesta nossa luta!!!
O amor de uma mãe pode ser traduzido em uma única palavra: doação. É a mais completa forma de amor. Um amor que se doa, coloca em primeiro plano o bem-estar, a segurança de um outro ser, que são os seu(s) filho(s). Não só a nossa mãe, como tantas mães em nosso país, olha com lágrimas nos olhos o presente e o futuro árduo de um filho. No rosto de uma mulher que assume a maternidade inteiramente, mesmo diante de tudo o que há de vir, há a presença iluminada de um lado vivo, mas que muitas vezes é esquecido por nós, homens e mulheres: O amor!
A nossa Mãe é a amiga mais verdadeira que tivemos, temos e teremos quando a dificuldade dura e repentinamente cai sobre nós; quando a adversidade toma o lugar da prosperidade; quando os amigos que se alegram conosco nos bons momentos nos abandonam; quando os problemas complicam-se ao nosso redor, ela ainda estará junto de nós, e se esforçará através de seus doces preceitos e conselhos para dissipar as nuvens de escuridão, e fazer com que a paz volte aos nossos corações. E foi exatamente isso que aconteceu quando nós passamos por nossa maior prova de fogo: a ostomia e o câncer!
A ostomia é uma cirurgia de difícil aceitação, porém, não só nós, como muitas pessoas a consideram como a cirurgia da vida, pois além de salvar as nossas vidas, ela também nos devolveu a qualidade dela. Se não fosse possível fazer esta cirurgia, provavelmente a nossa vitória seria muito difícil ou quase impossível. É lógico que no começo não foi fácil a nossa aceitação e nem a adaptação, porém com o tempo, nós fomos nos adaptando e hoje agradecemos muito por estarmos vivos e com saúde, graças a ostomia, a medicina e aos nossos médicos.
A nossa família conheceu o mundo da ostomia há muito tempo, mais de 50 anos. Isso porque somos portadores de Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), que é uma das causas que pode levar uma pessoa a ficar ostomizada. Por causa da PAF, o nosso avô paterno e nosso pai foram ostomizados e, infelizmente, ambos já faleceram. E nós, os três filhos, também herdamos a PAF e por isso também passamos por esta experiência, sendo uma definitiva e duas temporárias. Para vocês entenderem melhor o motivo de tanta ostomia na nossa família, vamos falar um pouco sobre a PAF.
A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma síndrome de pré-disposição hereditária ao câncer, tendo como principal característica clínica o surgimento de múltiplos pólipos adenomatosos em cólon e/ou reto, no geral, mil ou mais. Tais pólipos aparecem durante a adolescência ou no começo da vida adulta. Se não monitorada, causa em quase 100% dos casos de câncer colorretal. A prevalência estimada da PAF é 1:10.000, sendo responsável por cerca de 1% de todos os casos de câncer colorretal. O tratamento consiste em minucioso monitoramento, e colectomia total (amputação de todo o intestino grosso), recomendável antes dos 25 anos de idade.
Nós não sabemos em qual geração começou a aparecer o gene da PAF na nossa família, mas a primeira pessoa que nós temos o conhecimento de que teve a PAF, foi o nosso avô paterno. Infelizmente ele faleceu muito cedo e quando isto aconteceu nosso pai ainda era criança. Por isso, ele não tinha o conhecimento de que poderia ter uma doença hereditária e de que era necessário fazer exames preventivos para se evitar que a doença evoluísse para um câncer.
Papai cresceu, sem saber que era portador de PAF, e o seu diagnóstico correto foi muito tardio em 1982, isso porque muitos médicos proctologistas que ele consultou, diagnosticou a doença como hemorroidas! Quando, finalmente, o médico fez o diagnóstico correto, a doença já tinha evoluído para câncer colorretal, e foi preciso retirar todo o intestino grosso, fazer a amputação do reto e confeccionar uma ileostomia definitiva. Nosso pai viveu 14 anos ostomizado.
Durante esses 14 anos, papai teve uma vida normal, trabalhou, viajou, entrou na piscina e no mar, jogou bola, nos educou, ajudou nossa mãe a cuidar de nós..., nem parecia que era ostomizado e aproveitou muito mais a vida que várias pessoas ditas “normais”! Isso só foi possível pela força de vontade dele e também pelo apoio e amor incondicional da nossa mãe.
Papai foi e sempre será o nosso herói e mamãe sempre será nossa guerreira e nossa heroína, se não fosse a sua garra, o seu amor, o seu carinho, o seu apoio, a sua dedicação...por nós, com certeza a nossa trajetória teria sido muito mais difícil e dolorosa!
Além de se desdobrar para cuidar de nós e de papai durante as várias cirurgias e tratamentos oncológicos, ainda teve que “engolir” a sua dor e ser forte para nos dar força quando ele faleceu. Não bastasse tudo isso, teve que ser muito forte para manter a serenidade e nos dar força e apoio durante a fase mais crítica de nossa saúde física e emocional, quando soubemos que teríamos que fazer a cirurgia e também durante todo o pós-operatório e tratamento oncológico.
O ano de 2009 foi o ano mais “difícil” de nossas vidas....o ano em que nós três operamos e conhecemos o verdadeiro mundo da ostomia! Além da cirurgia nós duas também fizemos quimioterapia, pois alguns pólipos evoluíram para câncer. Especialmente neste ano, nossa mãe foi nosso alicerce, foi a pessoa que cuidou de nós, nos ajudou, deu força, apoio, muito carinho e amor! Mesmo em meio a tantas dificuldades ela nunca desistiu, sempre acreditou e teve fé de que tudo iria dar certo e de que nós venceríamos! Diante de tudo isso, podemos dizer que o amor incondicional de uma mãe por seu filho faz milagres..., faz com que ela consiga se desdobrar, se anular, se superar e ser capaz de fazer qualquer coisa por seus filhos!
Mãe, a senhora é nosso anjo sem asa! Aquela que se fosse preciso morreria por nós e mesmo com coração sangrando se doou para cuidar de nós e do papai! A senhora, sempre agindo com sentimento e o amor incondicional nos ajudou a vencer! Somos suspeitas, mas a senhora é a melhor mãe que Deus poderia ter nos dado!!!
MÃE QUERIDA...MÃE GUERREIRA...MÃE CORAGEM....SIMPLESMENTE NOSSA MÃE!!!
Nosso amor, reconhecimento e gratidão são sinceros e verdadeiros! Nós te amamos!!!

Essa é nossa homenagem a todas as mães guerreiras!!!!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dicas para aumentar a durabilidade da placa/bolsa

Christiane e Cláudia Yamada

Nós podemos dizer que uma das maiores “satisfações” para uma pessoa ostomizada é ter uma boa adaptação da bolsa de ostomia, pois com isso, consequentemente terá maior durabilidade, menor chance de infiltração e assadura na pele.

A durabilidade varia muito de pessoa para pessoa, pois depende do “estado” da pele, do tipo de estoma (retraído ou não) e a sua localização, além de outros fatores, e também depende do tipo e do modelo da bolsa.

O ideal é que a bolsa de ostomia dure pelo menos 3 dias, pois quanto mais frequente for a sua troca, maior será a possibilidade de se ter irritação ou até mesmo lesão na pele.
Para que a placa da bolsa de ostomia se fixe corretamente e por mais tempo, é muito importante tomar alguns cuidados:

- Utilize a placa mais adequada para a sua ostomia! Se ela for retraída a melhor opção será a convexa. Quando se utiliza a placa plana em um ostoma retraído, a sua durabilidade é pequena (as vezes não dura nem uma hora) e a chance de se ter infiltração e assadura é muito grande. Também é importante prestar atenção na localização do ostoma. Se ele estiver próximo à costela ou crista ilíaca (ossinho do quadril), pode ser que a flange da placa/bolsa tenha que ser menor!!!

- Faça o recorte da placa de acordo com o tamanho do seu ostoma, pois se o orifício ficar muito grande poderá causar assaduras na pele, além de ter grande possibilidade das fezes e/ou urina infiltrarem, fazendo com que a placa se solte com mais facilidade. Portanto, nunca coloque uma placa com o recorte grande!!! Se isto acontecer, preencha o espaço entre o estoma e a placa com a pasta (com ou sem álcool), que irá proteger a sua pele e evitar as infiltrações!!!

- Lave e enxague muito bem a pele ao redor do ostoma! Uma dica muito importante é evitar o uso de sabonetes com hidratantes ao redor do estoma, pois pode prejudicar a adesão da placa na pele.

- Seque bem a pele, principalmente ao redor do ostoma, pois se estiver úmida, ou mesmo transpirando, prejudicará a adesão da placa. Se for necessário utilize o secador com ar frio.

- Se você tiver a pele ao redor do estoma irregular, utilize a pasta com álcool ou a barreira protetora sem álcool (caso você tenha alergia da pasta com álcool) para nivelar essas irregularidades.

- Se você estiver com assaduras ao redor do ostoma, utilize o pó protetor de pele! Geralmente quando a pele está com assaduras, ela fica úmida e a placa não cola adequadamente. Esse pó protetor adere às áreas úmidas e formará uma barreira protetora que cobrirá e protegerá a sua pele contra irritações causadas pelas fezes e/ou urina, além de melhorar a fixação das placas. Porém é muito importante que você retire o excesso, pois caso contrário a placa não irá colar.

- Os homens que tiverem muitos pelos no abdômen, podem apará-los para melhorar a fixação e troca da placa. Porém tome muito cuidado para não machucar o seu ostoma.

- Após trocar a placa, evite fazer movimentos bruscos e espere um tempo, até a placa colar bem na sua pele.


Se mesmo com estas dicas, a sua placa/bolsa continuar se soltando com muita facilidade, procure um enfermeiro estomaterapeuta, ele é o profissional mais indicado para te ajudar neste momento! Pode ser que seja necessário mudar o modelo e/ou marca da bolsa que você usa.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Depoimento de Fabio Conti

Acompanhem um lindo depoimento de superação de Fabio Conti.

DEPOIMENTO DE VIDA: MEU TESTEMUNHO DE AMOR PELA VIDA E PELA COLOPLAST.




MEU NOME É FABIO CONTI, SOU RADIALISTA, TENHO 31 ANOS E MORO EM MARÍLIA SP. NO DIA 12 DE AGOSTO DESSE ANO FUI SUBMETIDO A UM PROCEDIMENTO CIRÚRGICO PARA O TRATAMENTO DE UMA DIVERTICULITE AGUDA, MINHA SURPRESA FOI O PÓS OPERATÓRIO, AO DESCOBRIR QUE TINHA PASSADO POR UMA RETOSSIGMOIDECTOMIA E QUE ESTAVA OSTOMIZADO. ISSO FOI MUITO ASSUSTADOR, POIS ALEM DE PERDER 35 CENTÍMETROS DE INTESTINO GROSSO, FIQUEI SABENDO QUE TEMPORARIAMENTE TERIA DE SER OSTOMIZADO PARA QUE MEU INTESTINO PUDESSE CICATRIZAR, POIS DEVIDO AO AVANÇADO PROCESSO INFLAMATÓRIO NÃO FOI POSSÍVEL RELIGAR O TRANSITO INTESTINAL DURANTE O PROCEDIMENTO.
QUANDO ACORDEI E SENTI A BOLSA COLADA EM MINHA BARRIGA ENTREI EM CHOQUE, ALIAS TIVE PANICO APÓS A CIRURGIA E FIQUEI 4 DIAS SEM DORMIR, ME PERGUNTAVA COMO UMA SIMPLES CIRURGIA TINHA ME SEQUELADO E ME DEIXADO DAQUELE JEITO. 
AI COMEÇA A NASCER MEU AMOR PELA COLOPLAST, POIS ASSIM QUE FUI PARA O QUARTO A ENFERMAGEM DO HOSPITAL ACIONOU O PROGRAMA ATIVA DA EMPRESA, QUE ENVIOU NAQUELE MOMENTO DE TANTO SOFRIMENTO E ANGUSTIA UM VERDADEIRO ANJO, ELA A ENFERMEIRA ESTOMOTERAPEUTA Elaine Cristina Salzedas Muniz, QUE FOI MEU ANJO DA GUARDA E QUE LOGO DEPOIS DA CIRURGIA ESTAVA PRESENTE NO HOSPITAL PARA DAR A RETAGUARDA NECESSÁRIA NAQUELE TRISTE MOMENTO. 
MEU ESTOMA DEVIDO AS COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS E DEVIDO A MINHA OBESIDADE FICOU OCLUSO, PARA DENTRO, E ISSO PROPICIOU VÁRIOS VAZAMENTOS DAS BOLSAS COLOCADAS NO HOSPITAL, O MATERIAL UTILIZADO ERA SIMPLES E A QUALQUER MOVIMENTO VAZAVA POIS TUDO ERA BEM LIQUIDO NO PÓS OPERATÓRIO. A ELAINE FOI UM ANJO, E ME APRESENTOU A COLOPLAST, OS SEUS PRODUTOS PARA OSTOMIA, ALIAS EU ME SENTIA UM INÚTIL NAQUELA SITUAÇÃO, FALEI MINHA VIDA ACABOU, COMO VOU VIVER ASSIM, VAZANDO, CHEIRANDO MAU, ESSE EQUIPAMENTO DE BAIXA QUALIDADE UTILIZADO ANTES DA VISITA DA COLOPLAST ERA RUIM E ME FEZ SENTIR UM INUTILIZADO, TOTALMENTE DEPRIMIDO COM PANICO POR VIVER AQUILO. 
AO ME VISITAR A ELAINE ME APRESENTOU OS EQUIPAMENTOS DA COLOPLAST E ME MOSTROU O SISTEMA DE PLACAS E BOLSAS DE 1 PEÇA SÓ, COMO A CIRURGIA ERA RECENTE, AINDA TIVE DE UTILIZAR NOS PRIMEIROS DIAS O SISTEMA DE 1 PEÇA, QUE JÁ MUDOU MINHA VIDA POIS NÃO ERA FRÁGIL COMO O OUTRO DISPOSITIVO, ESSA BOLSA NÃO VAZAVA E FOI A QUE ME PERMITIU DAR OS PRIMEIROS PASSOS. 
A ELAINE ME DISSE QUE COM O EQUIPAMENTO ADEQUADO MINHA VIDA VOLTARIA TOTALMENTE AO NORMAL E QUE PODERIA VOLTAR A FAZER TUDO NORMALMENTE. ESSA ATENÇÃO EM OUVIR OS MEUS MEDOS, TIRAR MINHAS DUVIDAS, E DE OFERECER O EQUIPAMENTO NECESSÁRIO PARA QUE INICIASSE MINHA RECUPERAÇÃO FOI FUNDAMENTAL PARA A MINHA MELHORA E PARA QUE EU SAÍSSE DAQUELE ESTADO DE DE PANICO.
LOGO MELHOREI E VOLTEI A MINHA ROTINA, MESMO JÁ EM CASA, AINDA COM A OSTOMIA BEM GRANDE DEVIDO A GRANDE INCISÃO A ENFERMEIRA ELAINE NUNCA ME DEIXOU DE LADO, SEMPRE ME VISITOU NOS PRIMEIROS DIAS DE AFLIÇÃO ATÉ A MINHA TOTAL RECUPERAÇÃO. ELA ME APRESENTOU O SISTEMA SENSURA DE OSTOMIA COM 2 PEÇAS E AS PLACAS CONVEXAS DE 65 CM. AQUELA PEÇA SE ENCAIXAVA PERFEITAMENTE NO MEU ESTOMA E ISSO FOI ALIVIANDO MEUS MEDOS. NO PRIMEIRO FIM DE SEMANA JÁ ESTAVA TROCANDO O EQUIPAMENTO SOZINHO E ESSA AUTONOMIA ME FEZ RESGATAR O ORGULHO PRÓPRIO E A VONTADE DE VIVER, LUTAR PARA ESTAR BEM LOGO E ENCARAR OS DESAFIOS DO DIA A DIA. RESULTADO, EM MENOS DE 20 DIAS JÁ TINHA RETORNADO AO TRABALHO, MEU MEDICO FICOU SURPRESO COM A MINHA RECUPERAÇÃO E COLOCOU QUE 2 COISAS INFLUENCIARAM ESSE RESULTADO RÁPIDO DE RECUPERAÇÃO, A MINHA DETERMINAÇÃO DE VIVER E O SUPORTE RECEBIDO PELO PROGRAMA ATIVA DA COLOPLAST, QUE ME POSSIBILITARAM ENCARAR ESSE MOMENTO DA MINHA VIDA QUE AGORA SE TORNOU UMA PAGINA VENCIDA E EXEMPLO DE DETERMINAÇÃO PARA VENCER OS DESAFIOS DO MEU DIA A DIA. 
SOU MUITO GRATO A DEUS POR ME PROPICIAR A CURA, POR TER ME PROPICIADO TER ENCONTRADO O GASTROENTEROLOGISTA FABIO VIEIRA TEIXEIRA QUE FOI O MEDICO QUE ME OPEROU E ME LIVROU DE UM SOFRIMENTO DE 2 ANOS DE CRISES DIVERTICULARES RECORRENTES, E AGRADEÇO MUITO PELO TRABALHO DA ENFERMEIRA ELAINE, O MAIS HUMANIZADO TRATAMENTO QUE JÁ RECEBI DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE FOI OFERTADO POR ELA, POIS NO MEU MAIOR MOMENTO DE VULNERABILIDADE ELA ME ATENDEU COM CARINHO E PACIÊNCIA E GRAÇAS A ELA TAMBÉM QUE ESTOU AQUI. AGRADEÇO MUITO A COLOPLAST POR MANTER ESSE IMPORTANTE SERVIÇO E UTILIDADE PUBLICA QUE É O COLOPLAST ATIVA, QUE DA O PRIMEIRO SUPORTE AOS OSTOMIZADOS E AO SR. JONAS E A CÉLIA CASTRO DA AOMAR ASSOCIAÇÃO DOS OSTOMIZADOS DE MARÍLIA, QUE ME DERAM TODO O SUPORTE AMBULATORIAL, MEDICO E MORAL QUE EU NECESSITAVA NESSE MOMENTO DE MINHA VIDA, SENDO A AOMAR E A COLOPLAST RESPONSÁVEIS PELA DOAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS PARA O INCIO E MANUTENÇÃO DE MEU TRATAMENTO, JÁ QUE O SUS AINDA ESTA ADQUIRINDO MEUS DISPOSITIVOS DE OSTOMIA. 
HOJE COMPLETO 1 MÊS E 20 DIAS DE OPERADO, JÁ ESTOU TOTALMENTE REABILITADO TENDO UMA VIDA PERFEITA SEM NENHUMA PRIVAÇÃO, JÁ TRABALHANDO DIARIAMENTE SEM NENHUM SUSTO E CONTRATEMPO E ME TORNEI VOLUNTARIO DA AOMAR A ASSOCIAÇÃO DOS OSTOMIZADOS DE MARÍLIA E REGÃO, POR ENTENDER A REAL IMPORTÂNCIA DESSE TRABALHO EM PROL DOS OSTOMIZADOS, PARABÉNS ELAINE, ENFERMEIRA ESTOMOTERAPEUTA DA COLOPLAST DO PROGRAMA ATIVA, PARABÉNS JONAS E CÉLIA DA AOMAR E PARABÉNS A COLOPLAST, VOCÊS ME DEVOLVERAM A VIDA, ALTO ESTIMA E MINHA ALEGRIA GRAÇAS AO SEU TRABALHO, POR ISSO EU AMO A COLOPLAST. 
DEPOIMENTO DE FÁBIO CONTI, 31 ANOS, RADIALISTA DA RADIO DIRCEU AM, MARÍLIA SÃO PAULO BRASIL, 24/09/2013.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A importância da hidratação

Christiane e Cláudia Yamada

Desde pequenos, aprendemos que a água é fundamental para a nossa saúde, porém muitas vezes bebemos água apenas quando sentimos sede e não fazemos da sua ingestão um hábito diário.

A água é essencial para a nossa vida. A todo instante nós estamos eliminando água pelo nosso corpo, seja pelo suor (para manter o controle da temperatura corporal), pela urina ou até mesmo pela respiração. Portanto, a hidratação adequada é fundamental para mantermos o funcionamento do nosso corpo em harmonia, e para que isso aconteça, a ingestão de líquidos deve ser constante e ao longo do dia para repormos todo o líquido que perdemos.

A água tem funções muito importantes no nosso organismo, e conhecer algumas delas nos ajudará a compreender por que devemos ter cuidado com a nossa hidratação. São elas:
- é o principal componente do suco gástrico, fundamental no processo de digestão dos alimentos;
- transporta nutrientes;
- ajuda a regular a temperatura corporal;
- a ingestão de água, associada ao consumo de fibras, é essencial para o bom funcionamento do intestino. Além disso, o intestino é responsável também pela eliminação de toxinas do organismo, portanto a água ajuda a eliminar as toxinas;
- ajuda na lubrificação das mucosas.

É muito importante ingerirmos em torno de 2 a 3 litros de líquidos por dia. Porém estas necessidades são individuais e devem ser aumentada nas seguintes situações:
- durante a realização de atividade física.
- quando a temperatura ambiental estiver elevada (incluindo ambientes aquecidos durante o Inverno) e quando estiver em altitude elevada (incluindo viagens aéreas).
- quando estiver com febre, vômitos ou diarreia.
- durante a gravidez e aleitamento: aumente a ingestão de líquidos em cerca de 0,2 e 0,5 L/dia, respectivamente.
- ter muito cuidado com a hidratação de crianças, idosos, e pessoas com alguma doença específica e que precisam fazer um controle maior da ingestão de líquidos.
- osotmizados: Uma pessoa ostomizada deve ter um cuidado redobrado com a hidratação, pois não conseguem controlar as suas evacuações, e por isso tem maior perda de eletrólitos (exemplo: sódio e potássio) e maior risco de desidratação. Portanto, muita ATENÇÃO, os colostomizados e ileostomizados devem beber pelo menos de 2,0 a 2,5 litros de líquido por dia, e os urostomizados pelo menos de 2,5 a 3,0 litros. Além disso, a ingestão de líquidos também é importante para manter a pele em volta do estoma saudável e íntegra. Então, se você sentir uma coceirinha na pele ao redor do seu estoma, procure beber mais líquidos, pode ser que esta coceira melhore. Se não melhorar procure um enfermeiro estomaterapeuta, pois também pode ser causada pela alergia ao material da placa ou infiltração de urina ou fezes, e nesses casos não adianta a ingestão de líquidos.

Além da água, outros líquidos, como chás, sucos e frutas naturais também ajudam na hidratação. Porém, precisamos ter cuidado com os sucos e os chás adoçados com açúcar, pois além do líquido, também ingerimos calorias e açúcares, então, se tivermos diabetes ou estivermos acima do peso, será contraindicado a ingestão desses líquidos com açúcar! Não podemos esquecer de que os sucos de fruta natural são ótimas fontes de vitaminas!

Não devemos considerar como bebidas saudáveis os refrigerantes e os sucos industrializados, pois estes alimentos são ricos em corantes, açúcares, sódio... que são substâncias prejudiciais ao nosso organismo, e que portanto, não devem fazem parte da nossa hidratação.

Também não devemos consumir bebidas isotônicas diariamente, como se fossem suco ou água, pois estas bebidas apresentam indicações específicas, como para a reposição de minerais para atletas e em caso de desidratação por vômitos e diarreia. A ingestão excessiva destas bebidas pode prejudicar o rim, que é órgão responsável por filtrar os nutrientes e a água presentes nos alimentos e bebidas para serem eliminados na urina.

A seguir citaremos algumas dicas que nos ajudarão a aumentar o consumo de líquido durante o dia e melhorarmos a nossa hidratação:
- ingira mais alimentos que contenham boa quantidade de líquidos, como as frutas ou sucos de frutas (sem açúcar), legumes e verduras, chás (sem açúcar).
- experimente colocar folhas de hortelã ou alecrim na água que ficará com um sabor leve e gostoso. É importante evitar a adição de açúcar e adoçantes artificiais nestes líquidos.
- beba, frequentemente, pequena quantidade de água de cada vez ao longo do dia, e não espere ficar com sede.

Se ficarmos desidratado por um período prolongado, poderemos ter alguns efeitos prejudiciais no organismo, principalmente no Sistema renal, digestivo, respiratório e circulatório. Portanto, é muito importante ficarmos atentos aos sinais associados à desidratação e aumentarmos a ingestão de líquido nestas situações. Mas como saber se estamos desidratados? A seguir citaremos os principais sintomas:
- sede.
- urina de cor intensa e com cheiro.
- cansaço, dor de cabeça, perda de capacidade de concentração, atenção e memória.

Agora que já sabemos a importância da ingestão de líquidos e quanto devemos ingerir por dia, ficará mais fácil torná-lo um hábito diário! E se garantirmos uma ingestão adequada de água, associada a uma alimentação balanceada e a hábitos de vida saudáveis, garantiremos nosso corpo em equilíbrio para vivermos com saúde e qualidade de vida, com energia e disposição para executarmos nossas atividades diárias.
Referências bibliográficas:

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Como eu faço para escolher o melhor tipo de bolsa para a minha ostomia?

Christiane e Cláudia Yamada

Existem vário tipos de placas e bolsas de ostomia, como já foi descrito aqui no blog, nos links:

Algumas pessoas se adaptam a qualquer tipo e/ou marca de placa e bolsa, porém, geralmente, nós nos adaptamos melhor a uma determinada marca e determinado modelo. Só usamos os outros tipos (modelos, marcas) quando não é possível usarmos aquele de nossa preferência, e na maioria das vezes, isto acontece quando os materiais fornecidos pelo SUS estão em falta. Porém nem todas as pessoas se adaptam a qualquer tipo de bolsa de ostomia.

Quando pegamos os nossos materiais pelo SUS, geralmente as enfermeiras estomaterapeutas avaliam o nosso estoma e escolhem a bolsa mais adequada para nós (plana, convexa, tamanho da flange...), porém em alguns lugares é fornecido apenas um tipo de bolsa, não sendo possível outras alternativas a não ser aquela que está disponível.

As bolsas podem ser drenáveis e não drenáveis. As não drenáveis devem ser usadas pelas pessoas que esvaziam a bolsa com menos frequência, pois elas são fechadas e devem ser trocadas sempre que necessário. Portanto ela não deve ser utilizada por pessoas ileostomizadas, pois o intestino funciona com mais frequência, além da consistência das fezes, na maioria das vezes, ser líquida ou pastosa. Além disso, por ser trocada com mais frequência, ela não deve ser usada por pessoas que têm a pele mais sensível, pois o constante descolamento pode causar lesões na pele, ao redor do estoma.

A drenável pode ser usada pelas pessoas ileostomizadas e pelas colostomizadas. A sua durabilidade varia muito de uma pessoa para outra, sendo que, em média, dura cerca de 3 dias. Porém para algumas pessoas podem durar só 1 ou 2 dias e para outras até 5 dias ou mais.

As bolsas de ostomia podem ser de uma ou duas peças. Algumas pessoas preferem as bolsas de uma peça, pois elas têm menos volume e marcam menos a roupa, enquanto outras preferem a de duas peças, pois podem usar na posição que melhor se adaptar (vertical, horizontal e diagonal), podendo variar conforme a roupa que for usar. Ao usar a bolsa de peça única, é importante tomar muito cuidado para não perfurar a bolsa na hora de fazer o recorte na placa.

As placas das bolsas coletoras podem ser planas ou convexas. As placas planas são usadas pelas pessoas que tem o ostoma bem “saliente” (para fora do abdômen), já as placas convexas são usadas pelas pessoas que tem o ostoma retraído (geralmente ficam no nível do abdômen). Se uma pessoa tiver o ostoma retraído e usar placa plana, é muito provável que terá infiltração de fezes, podendo causar assaduras ao redor do ostoma e consequentemente fará com que a placa se descole mais rápido e facilmente, por isso o mais recomendado é que essas pessoas utilizem as placas convexas, que fixará melhor no seu abdômen e, consequentemente, evitará as infiltrações e também evitará que a placa se descole com mais facilidade.

Existem as placas flexíveis e as duras. As flexíveis se adaptam a qualquer tipo de ostoma e costumam se adaptar melhor as irregularidades da superfície do abdômen.  As placas duras se adaptam melhor as ostomias mais altas (que ficam de preferência acima do umbigo), por terem flexibilidade reduzida.  Essas placas não devem ser usadas em ostomias baixas (próximo as dobras da virilha ou próxima à crista ilíaca), pois oferecem resistência ao "ato de sentar" e podem provocar pequenas lesões nessa região. Além de se descolarem com mais facilidade, devido às dobras.

Nas ostomias baixas, o ideal é utilizarmos placas com flanges menores, pois se a flange for grande, o ato de sentar pode forçar a placa e com isso, ela pode se soltar.

Algumas placas possuem micropore e devem ser utilizadas somente por pessoas que não tem alergia a esse tipo de material, pois o seu uso pode causar irritação na pele e com isso, a durabilidade da placa será menor. Além disso, na hora da troca, se a sua pele estiver irritada, pode ser que a placa nova não se fixe no seu abdômen.

Depois de analisarmos o tipo de ostomia, a sua localização e a pele periostomal é possível escolhermos a melhor bolsa para nós usarmos. É importante sempre lembrarmos que nem sempre a melhor marca e modelo de bolsa de ostomia para uma pessoa é também o melhor para nós! Em caso de dúvida, procure o auxilio de um(a) enfermeiro(a) estomaterapeuta, ele (a) é o profissional mais indicado para te ajudar!

Referências:


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Passe Livre Interestadual

Christiane e Cláudia Yamada

As pessoas ostomizadas, com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo tem direito ao Passe Livre Interestadual, com ele você pode viajar por todo o país.
Para solicitar o Passe Livre Interestadual, você precisará dos seguintes documentos:

- Cópia de um documento de identificação, que pode ser:
·         Certidão de Nascimento;
·         Certidão de Casamento;
·         Certificado de Reservista;
·         Carteira de Identidade;
·         Carteira de Trabalho e Previdência Social;
·         Título de Eleitor;
          ·         Carteira Nacional de Habilitação. 

- Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovando a deficiência ou incapacidade do interessado. Você pode fazer o donwload no link:

- Requerimento, acompanhado da Declaração da Composição e Renda Familiar (formulário em anexo). Você pode fazer o donwload no link:

Após o preenchimento dos formulários, você deverá enviá-los com cópia de um documento de identificação, para o Ministério dos Transportes, no seguinte endereço: Ministério dos Transportes, Caixa Postal 9600 - CEP 70.040-976 - Brasília (DF). Informando o seu endereço completo para que o Ministério dos Transportes possa lhe remeter o kit do Passe Livre.

Os transportes que aceitam o Passe Livre são: transporte coletivo interestadual convencional por ônibus, trem ou barco, incluindo o transporte interestadual semi-urbano.

O Passe Livre do Governo Federal não vale para o transporte urbano ou intermunicipal dentro do mesmo estado, nem para viagens em ônibus executivo e leito. O Passe Livre também não dá direito para o acompanhante viajar de graça.

Para conseguir a autorização de viagem nas empresas, basta apresentar a carteira do Passe Livre do Governo Federal junto com a carteira de identidade nos pontos-de-venda de passagens, até três horas antes do início da viagem. As empresas são obrigadas a reservar, em cada viagem, dois assentos para atender às pessoas portadoras do Passe Livre do Governo Federal.

Se as vagas já estiverem preenchidas, a empresa tem obrigação de reservar a sua passagem em outra data ou horário.

Para saber como renovar a sua credencial do Passe Livre, acesse o link:

Para solicitar uma 2ª Via de Credencial, acesse o link:

Para consultar o andamento do Processo do Passe Livre para Beneficiários, acesse o link:

Caso você queira mais informações ou fazer reclamações, ligue ou escreva para:
Posto de atendimento - SAN Quadra 3 Bloco N/O Edifício DNIT Térreo - Brasília/DF
Telefone: (61) 2029-8035.
Caixa Postal - 9.600 - CEP 70.040-976 - Brasília/DF
e-mail: passelivre@transportes.gov.br 

Referência: