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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dicas que podem ajudar a evitar “acidentes” com a bolsa de ostomia

Christiane e Cláudia Yamada

É muito comum as pessoas ostomizadas passarem por algum constrangimento por causa de “acidentes” com a bolsa de ostomia.
Vamos dar algumas dicas para vocês, que podem ajudar a evitar que isso aconteça!
- Evite deixar a sua bolsa muito cheia, pois isso dificulta a sua higiene e a bolsa pode escapar das suas mãos na hora de esvaziá-la.
- Faça a higiene da sua bolsa com calma, não tenha pressa, a pressa pode ser sua inimiga.
- Ao esvaziar a bolsa de ostomia verifique se fechou corretamente o velcro ou o clamp, para não correr o risco de “vazar” fezes quando seu intestino funcionar.
- Tome cuidado para não derrubar o clamp (clips) no vaso sanitário e carregue sempre um extra para usar caso isto acontece. 
- Quando usar uma bolsa de modelo diferente da que você está acostumada, verifique antes com a enfermeira estomaterapeuta qual a maneira correta de fechá-la e de encaixá-la na placa (se for de 2 peças). O clamp de alguns modelos de bolsa precisam ser colados (fita adesiva) na bolsa, se não fizer isto, quando o seu intestino funcionar e a bolsa encher, o clamp irá escorregar e sua bolsa irá abrir.
- Carregue sempre um kit com placa, bolsa, pasta, tesoura..., pois pode ser necessário trocar a bolsa e/ou placa de ostomia fora de casa.
- Higienize a sua bolsa antes de sair de casa e verifique se não há necessidade de trocá-la.
- Higienize a sua bolsa antes de dormir.
- Troque a bolsa/placa sempre que sentir que as fezes ou urina estão infiltrando, isso evitará assadura na pele e que a placa descole com o tempo.
- Se você utilizar bolsa de duas peças, verifique se encaixou corretamente a bolsa na placa toda vez que trocar a placa ou retirar a bolsa para lavar.
- Quando for dormir fora de casa carregue uma capa ou protetor de colchão, caso se sinta mais seguro. 
      Esperamos que essas dicas possam ajudar vocês!!!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O ostomizado e o preconceito

Christiane e Cláudia Yamada

“Preconceito é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, culturas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos"”.

Muitas pessoas, depois que fazem a cirurgia de ostomia, sofrem preconceito da própria família, dos amigos, de desconhecidos e até dele próprio. E isto acontece pelo fato da ostomia não ser divulgada na mídia, o que faz com que a sociedade não tenha um conhecimento sobre o que é ostomia. Sendo assim, a população dispõe de poucas informações para entender que quando uma pessoa fica ostomizada, ela pode ter uma vida normal, igual a qualquer outra pessoa.

Muitas vezes, o portador de uma ostomia sofre com o preconceito, pelo fato de, em algumas ocasiões, precisarem de alguns cuidados especiais, principalmente após a cirurgia. Porém, nada impede que ele volte a sua rotina e tenha uma vida normal de afazeres após a sua recuperação, apenas tomando alguns cuidados, como por exemplo, cuidado ao pegar peso, cuidado para não bater o estoma, cuidados para evitar a formação de hérnias...

O preconceito contra quem precisa deste artifício para sobreviver, muitas vezes, faz com que ele tenha uma drástica mudança em suas relações sociais, no lazer, no trabalho e no cotidiano familiar, pois ao perceber a discriminação, ele se afasta antecipadamente desse constrangimento, para evitar sentimento de pena e reações de aversão.  E esse isolamento social pode gerar reações emocionais como ansiedade, vergonha, depressão e medo de rejeição. Por isso muitos ostomizados preferem manter secreta a sua ostomia, para evitar o preconceito.

Será que existe algum motivo para uma pessoa sofrer algum tipo de preconceito? Não! Independente de raça, sexo, condição financeira, estatura, peso, deficiente visual, auditivo ou físico...E uma pessoa ostomizada? Também não! A única diferença entre uma pessoa ostomizada e uma pessoa não ostomizada é o local por onde são eliminadas as fezes e/ou a urina, que é em uma bolsa de ostomia acoplada ao abdômen. Fora isso, somos todos iguais!!!!

As pessoas não precisam ter medo de tocar em uma pessoa ostomizada, pois a ostomia é uma cirurgia e não uma doença, portanto você não “pega” ostomia. Hoje em dia, os materiais de ostomia são de ótimas qualidades e se o ostomizado fizer uma higiene adequada da sua bolsa, ela não exala odor e os gases também não exalam cheiro, portanto ninguém precisa ter “nojo” de uma pessoa ostomizada.

Ou seja, não há motivos para se ter preconceitos com uma pessoa ostomizada! Precisamos ajudar a pessoa ostomizada, principalmente a recém-ostomizada para que ela leve uma vida normal e volte para o convívio social, sem se isolar e sem ter medo de sofrer preconceito. Convidamos vocês a nos ajudar a acabar com este e os outros tipos de preconceito!

Referência Bibliográfica:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Preconceito (pesquisado em 04/08/2015)








segunda-feira, 29 de junho de 2015

Continue vivendo, mesmo com a ostomia

Christiane e Cláudia Yamada

Não é fácil ser ostomizado, porém nós precisamos nos adaptar às novas condições de vida, principalmente se a ostomia for definitiva. Apesar dos nossos medos (acidente com a bolsa, sofrer preconceito, vergonha dos barulhos dos gases...), nós não podemos ficar trancados em casa, sem passear, conhecer pessoas novas, nos divertir..., nós precisamos tentar voltar a nossa vida normal, tanto em relação a nossa vida social, como a profissional.

Dependendo do tipo de trabalho que você realiza, você poderá voltar a exercer o mesmo cargo, porém em alguns casos (se for trabalho que é necessário fazer muita força ou carregar muito peso ou que seja em lugar muito quente...) isso não será possível, nesse caso você poderá ser remanejado de cargo.

Caso você se aposente ou esteja de licença, é importante que você procure alguma atividade para fazer, pois quando a pessoa fica em casa “à toa”, é comum entrar em depressão. Procure fazer cursos (artesanatos, línguas, informática...), pois além de aprender coisas novas e se distrair, você irá conhecer outras pessoas, ou se o seu médico autorizar, faça atividades físicas, você pode também marcar encontros com os amigos (cinema, shows, teatros, passeio em parques, almoçar ou jantar em restaurantes em que tenha comidas que você possa comer...).


Não deixe que a ostomia faça com que você se esconda do mundo, ela é muito importante para a sua vida, pois você está vivo graças a ela, porém você também é muito importante para a sua família e seus amigos, por isso, mesmo que você esteja abalado com a cirurgia, continue lutando e tente ser feliz, não perca a sua fé.

domingo, 5 de abril de 2015

Ostomia e quimioterapia

Christiane e Cláudia Yamada

Muitas pessoas ostomizadas precisam fazer quimioterapia, e se não é fácil ser ostomizado, imagina ser ostomizado e fazer tratamento oncológico ao mesmo tempo?

As pessoas ostomizadas que realizam quimioterapia precisam ter um cuidado redobrado com a sua ostomia e sua saúde, por vários motivos.

Quando falamos em quimioterapia, normalmente pensamos em cansaço, debilitações, náuseas..., mas os tratamentos também podem produzir outros efeitos colaterais. Podem afetar, por exemplo, a pele.

Devido ao tratamento oncológico a pele pode sofrer algumas alterações, como ficar mais seca, sensível, irritada e apresentar manchas.  Com essas alterações muitas vezes a bolsa/placa de ostomia precisa ser trocada com mais freqüência, diminuindo assim, o seu tempo de uso.

Troque a placa/bolsa com muito cuidado e delicadeza para evitar que a sua pele fique irritada e/ou ferida. Muitas pessoas sentem uma coceira na pele ao redor do estoma ao retirar a placa/bolsa, porém evite coçá-la, principalmente se você estiver em tratamento oncológico, pois neste período a sua pele está mais sensível, em caso de ferida a sua cicatrização pode ser mais demorada e a sua imunidade pode estar mais baixa, o que facilitaria uma infecção.

Outro efeito colateral de algumas quimioterapias é a diarreia. Se isto acontecer você precisa se preocupar com três coisas: a troca e durabilidade da bolsa/placa, a sua hidratação e a sua alimentação.

Quando você estiver com diarreia, a durabilidade das placas/bolsas é menor, pois o intestino funcionando mais vezes e com as fezes mais líquidas, a infiltração ocorre mais facilmente. Preste atenção para evitar assaduras, principalmente se sua pele estiver sensível e irritada. Não deixe a bolsa ficar muito cheia, para evitar que ocorram acidentes.

É essencial beber bastante líquido (2,0 a 3,0 litros/dia) para evitar a desidratação, principalmente se você for ileostomizado e estiver com diarreia. Se você sentir câimbras, tonturas...procure seu médico!!!

Em relação à alimentação, se a quimioterapia que você estiver fazendo causar diarreia, evite alimentos que soltem o intestino, como por exemplo, o mamão, a laranja com bagaço, ameixa preta, maçã e pera com casca, manga, verduras, beterraba, aveia, farelo de trigo, arroz integral, feijão, lentilha, grão de bico, ervilha...

Muitas vezes com a quimioterapia, o odor das fezes ficam mais fortes. Alguns alimentos podem ajudar a amenizar esse odor, são eles: pêssego, maçã, pera, banana maçã, goiaba, iogurte natural, coalhada, chá (hortelã, erva doce, salsinha).

Não é fácil ser ostomizado e ter que fazer quimioterapia, porém temos que enfrentar o tratamento, os efeitos colaterais, os problemas com as bolsas e seguir a vida. Afinal nem todos tem a mesma chance que nós tivemos!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O ostomizado e a falta de água

Christiane e Cláudia Yamada

Atualmente (desde o ano passado) a notícia que mais circula nas mídias (tv, rádio, Internet, jornal, revistas) é sobre a crise da água. Crise que não começou hoje, não começou ontem e nem no ano passado, mas há muitos anos atrás (em São Paulo o primeiro sinal veio em 2004!!!).

Sabemos que a água é o recurso natural mais abundante do planeta, podendo ser encontrado em quase todos os lugares, e ela está no dia a dia de todas as pessoas que habitam o planeta (cerca de 7 bilhões). Além de matar a sede, a água está nos alimentos, nas roupas, nos carros... Mas o recurso mais fundamental para a sobrevivência dos seres humanos enfrenta uma crise de abastecimento. Estima-se que cerca de 40% da população global viva hoje sob a situação de estresse hídrico.

A diminuição da água no mundo é constante e, muitas vezes, silenciosa. Mas a culpa da crise no planeta não é só da instabilidade de “São Pedro”, pois a população cresceu muito. E a urbanização, que aumenta a poluição dos rios e dificulta o acesso à água potável, também entrou na mistura, junto com todos aqueles outros vilões que nós já conhecemos: verticalização, impermeabilização do solo, falta de planejamento, sobrecarga do sistema de abastecimento e coleta. A Sabesp estima que, em São Paulo, 25% da água se perca no caminho entre a distribuidora e as torneiras das casas.

Além disso, existem outros fatores muito conhecidos por todos nós: o desperdício (escovar os dentes e lavar louça com torneira aberta, varrer calçada com esguicho de mangueira, tomar banho muito demorado...) e também a falta de conscientização da população, das empresas e do governo.
Para evitar que o mundo chegue a situação extrema de falta de água, algumas medidas podem ser tomadas, como por exemplo, o reuso da água, que vem sendo utilizado por muitas empresas para diminuir seus gastos e também colaborar com o meio ambiente. No Brasil, 80% do esgoto coletado vai parar em cursos d'água sem receber nenhum tratamento.

A população também pode contribuir, evitando o desperdício de água com pequenas mudanças no cotidiano em suas casas, propriedades e estabelecimentos comerciais. No Brasil se gasta cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. O consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa, sendo que a OMS recomenda gastos de 40 litros por dia por pessoa. Este desperdício todo nos preocupa, pois o ser humano é capaz de ficar 60 dias sem comer, mas só resiste cinco sem água.
Estamos falando tanto de crise da água e da necessidade de economizar água, e você deve estar pensando: qual a relação da crise da água com este blog ou com o ostomizado??? A relação é muito grande!!!

Quando uma pessoa fica ostomizada, geralmente, recebe orientação do médico, da nutricionista e do enfermeiro estomaterapeuta para beber bastante água, pois normalmente o ostomizado (principalmente o íleo e o urostomizado) se desidrata mais facilmente que uma pessoa que não é ostomizada. Isso acontece porque uma pessoa ostomizada não consegue controlar o funcionamento do seu intestino e/ou bexiga, eliminando mais líquidos pelas fezes e pela urina. Uma pessoa colostomizada deve beber pelo menos 2,0 litros/dia, um ileostomizado 2,5 litros/dia e urostomizado de 2,5-3,0litros/dia de água!

Também precisamos beber bastante água porque algumas vezes a pele ao redor do nosso estoma coça e uma das causas pode ser a falta de hidratação. E assim ao tomar água, se a causa da coceira for essa, a irritação ao redor do estoma irá melhorar.

Muitas vezes, durante a troca da placa/bolsa de ostomia, o intestino e/ou bexiga não para de funcionar, e com isso o tempo do banho é mais demorado. Pois, para trocarmos a placa/bolsa de ostomia, é preciso limparmos e secarmos bem a pele ao redor do estoma, e se ele estiver funcionando, é necessário esperarmos que ele pare, pois a placa/bolsa, não irá aderir à pele úmida ou suja. Portanto, mesmo com essa crise de água, muitas vezes, não tem como uma pessoa ostomizada tomar um banho de 5 minutos, pois se o estoma estiver funcionando é preciso ficar lavando a pele, pois a urina e as fezes assam a pele ao redor do estoma, da mesma maneira que assam a pele de um bebê, quando ele fica por muito tempo com a fralda suja! Portanto, muitas vezes, o ostomizado não demora no banho porque ele quer, mas por necessidade.

Além disso, o número de descargas que damos durante o dia é muito maior, pois como não conseguimos controlar nossas fezes e/ou a urina, quando a bolsinha enche precisamos esvaziá-la. Quantas vezes ao dia? Depende se é colostomia, ileostomia ou urostomia., depende de cada organismo, do tratamento, do medicamento... Os ostomizados precisam esvaziar a sua bolsa quantas vezes forem necessário.

Às vezes nos perguntamos: “Será que é justa a cobrança de multa para quem gasta mais água?” É justa para aquelas pessoas que DESPERDIÇAM água, mas e aquelas que gastam mais água por necessidade?

Outro dia estávamos pensando, se esta multa fosse cobrada em 2009, teríamos que recorrer, pois com certeza seríamos multados. Imaginem, uma família com 3 ileostomizados e além disso, duas delas fazendo quimioterapia, tendo como um dos efeitos colaterais a diarréia, sendo necessário esvaziar a bolsinha umas 20 vezes ao dia. Mais a demora no banho para trocar a placa de ostomia, mais os lençóis e roupa que tínhamos que lavar quando a placa se soltava durante o sono (as vezes mais de uma vez por semana)...não tem como mensurar o quanto de água a mais gastamos pelo fato de ficarmos ostomizados.

O ostomizado pode sim economizar água! Não escovando os dentes ou lavando a louça com torneira aberta, não lavando a calçada, garagem ou carro com mangueira....mas temos sim que nos hidratar sempre, esvaziar a bolsa de ostomia e podemos demorar mais vezes no banho para trocar a bolsa/placa!!! Uma pessoa ostomizada dificilmente sobrevive sem água!!!!

Referências:


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

É fácil ser ostomizado?

Christiane e Cláudia Yamada

Ser ostomizado não é tão fácil como muitas pessoas pensam, pois:

Ser ostomizado não é apenas viver com uma bolsa para coletar fezes ou urina no abdômen...
Ser ostomizado vai muito além disso...
Ser ostomizado é aprender a viver com o novo e se adaptar a nova condição de vida...
Ser ostomizado é se aceitar, mesmo com as dificuldades do dia a dia...
Ser ostomizado é saber lidar com o preconceito...
Ser ostomizado é tentar levar uma vida normal...
Ser ostomizado é ter jogo de cintura quando acontecem “acidentes” com a bolsa de ostomia...
Ser ostomizado é saber o que pode ou não fazer e/ou comer...
Ser ostomizado é saber disfarçar o barulho dos gases e o volume da bolsa...
Ser ostomizado é saber escolher a melhor roupa que disfarce a sua bolsa ou usar a bolsa a mostra...
Ser ostomizado é se desdobrar em 10 e conseguir usar os banheiros públicos...
Ser ostomizado é saber se virar com a falta de materiais de ostomia....
Ser ostomizado é conhecer e saber usar os seus direitos (cartão DeFis-DSV, Bilhete único especial, isenção de rodízio, senha prioritária, fila especial...) mesmo que os outros olhem torto para você...
Ser ostomizado é saber usar o cinto de segurança da melhor forma...
Ser ostomizado é saber proteger o seu ostoma em locais cheios, como em ônibus e metrôs em horário de pico...
Ser ostomizado é saber o melhor horário e a melhor forma de trocar a sua bolsa...
Ser ostomizado é saber lidar com os problemas de pele (alergia das placas, assaduras...)...
Ser ostomizado é saber os seus limites...
Ser ostomizado é ajudar outros ostomizados...

Enfim, ser ostomizado é viver com uma bolsa de ostomia no abdômen e enfrentar os desafios que virão pela frente.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ostomia x Atividade física x Alimentação

Christiane e Cláudia Yamada

Não importa se o seu objetivo é melhorar o desempenho na corrida ou apenas entrar em forma, para alcançá-lo é essencial aliar uma dieta equilibrada à prática regular de atividade física. Se engana quem pensa que a alimentação é importante apenas antes do exercício, pois comer corretamente após os treinos e competições é muito importante, pois ajuda na recuperação do corpo, na reposição dos estoques de energia e na proteção do organismo.

Além da alimentação, precisamos nos preocupar com a hidratação, pois a atividade física leva a uma perda de água pelo organismo, e deve ser reposta por uma ingestão maior de líquidos durante e após os exercícios, como forma de prevenir a desidratação.

Para você saber se está bem hidratado, uma boa orientação é fazer a pesagem antes e após o treino. Se depois do treino os ponteiros da balança abaixarem, isso indica que você perdeu líquido e deve repor. Uma dica é: para cada Kg perdido durante o exercício, beba 5 copos grandes de água nas horas subsequentes ao exercício.

É importante ingerir de 400 a 600 ml de líquido 2 a 3 horas antes do exercício físico; de 150 a 250ml de água ou isotônicos a cada 15 a 20 minutos a partir do início do exercício e após, ingerir água em abundância.

Os repositores industrializados contêm de 6-8% de carboidratos e são absorvidos mais rápidos do que água mineral e podem oferecer energia ao corpo. Já foi comprovado que consumir carboidratos durante exercícios mais extensos, retarda a fadiga e melhora a performance, mas, aqueles que querem queimar mais gorduras devem consumir só água. Os isotônicos também possuem mineral em sua composição, principalmente sódio e potássio. Porém, não devemos consumir bebidas isotônicas diariamente, como se fossem suco ou água, pois estas bebidas apresentam indicações específicas, como para a reposição de minerais para atletas/esportistas e em caso de desidratação por vômitos e diarreia. A ingestão excessiva destas bebidas pode prejudicar o rim, que é órgão responsável por filtrar os nutrientes e a água presentes nos alimentos e bebidas para serem eliminados na urina.

Em relação à alimentação, precisamos dar algumas recomendações importantes:
-Nunca pratique atividade física em jejum;
-É desaconselhável a prática de atividade física imediatamente após as grandes refeições (almoço e jantar);
-Alimente-se de 3hs em 3hs, pois esta prática preserva os estoques de energia do organismo (glicogênio muscular e hepático) e evita a quebra de músculos para suprir esta energia. Pular as refeições contribui para a redução da massa magra corporal (músculos), para a fadiga durante os exercícios e para o acúmulo de gordura no abdômen.
-Incluir alimentos ricos em antioxidantes (frutas e vegetais) para minimizar o desgaste gerado pelo treino intenso;
-Aumentar o consumo de água pura ou suco natural, principalmente durante e após atividade física;
-Evitar gorduras, como maionese, embutidos, queijos amarelos, porém não deixar de consumir as gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas, como: coco, gergelim, azeite, castanhas, nozes...;
-Não exceder o consumo de proteínas: quantidade excessiva de proteína pode sobrecarregar órgãos como fígado e rim, prejudicando a saúde. A proteína deve estar presente em todas as refeições da dieta, em quantidades moderadas. Podem ser usados leite e derivados, carne (principalmente magras e brancas), ovos e leguminosas (feijão, soja, lentilha);
-Ingerir boas fontes de fibras nas refeições (cereais integrais, arroz integral, verduras, legumes, frutas, grãos com casca, pois tem efeito de propiciar uma liberação mais lenta da glicose para o sangue, fornecendo energia ao organismo de forma gradativa);
-Evitar excesso de açúcar e sal;
-Evitar bebidas gaseificadas (refrigerantes): os refrigerantes possuem grande quantidade de açúcar, sal, conservantes, corantes...opte pelos sucos naturais, água de coco e água mineral;
-Evitar bebidas alcoólicas: As bebidas alcoólicas causam desidratação porque aumentam a diurese (urina), inibem as vitaminas podendo levar à deficiência destes nutrientes, intoxicam o fígado e o sistema nervoso central causando prejuízos ao funcionamento do corpo e possuem calorias vazias, que em excesso, viram gordura corporal;
-Garanta tempo suficiente para descanso entre os treinos e boas noites de sono.

O que comer antes do exercício?
- O ideal é uma refeição leve, cerca de 40 minutos a uma hora antes do exercício, com fruta, suco natural ou água de coco, que possuem carboidratos de alta absorção, e mais uma porção de biscoitos ou torradas, pão com mel ou geléia;
- Alimentos ricos em proteína, como: leite, iogurte, queijo, carnes, ovos têm digestão mais lenta e podem causar algum desconforto. Se for o seu caso, evite consumi-los antes do exercício;
-Alimentos ricos em gordura são desaconselháveis antes da atividade;
-Alimentos ricos em cafeína, como café, chá preto, chá mate, são diuréticos e não devem ser usados em excesso antes do exercício;
-De uma forma geral deve ser baseada em carboidratos, moderada em proteínas e baixa em gorduras, para garantir uma digestão fácil.

Sugestões de alimentos pré-treino:
-Pão com margarina ou geléia de frutas + iogurte + salada de frutas com mel
-Banana com aveia e mel + suco de frutas + queijo branco
-Cereal integral com leite desnatado e fruta
-Batata doce cozida + atum em lata + 1 fruta ou suco de frutas
-Pão integral com peito de peru e queijo branco + suco de frutas

O que comer durante o exercício?
Em atividade física com até 60 minutos de duração não há necessidade do consumo de alimento durante a prática. Mas é importante manter a hidratação.
Se o exercício tiver mais de 1 hora de duração, os isotônicos são boas opções. Opte por bebidas que contiverem de 50 a 70 gramas de carboidrato por litro. As bebidas devem conter também os eletrólitos (sódio, potássio) que são perdidos durante a prática e devem ser consumidas em intervalos regulares de 10 a 15 minutos. 
O consumo de alimentos fontes de carboidratos (frutas e barras de cereal) durante o exercício, complementa a quantidade do nutriente ofertada pelos isotônicos; melhora o desempenho e pode retardar a fadiga nos exercícios intermitentes e de alta intensidade.

O que comer após exercício?
Após o exercício, a alimentação é importante porque a recuperação e o aumento da massa muscular são dependentes de um aporte energético adequado. Caso você não tenha uma refeição adequada e balanceada, há risco de que a massa magra seja usada para reposição dos estoques de glicogênio.
Após o exercício, o ideal é uma dieta que tenha carboidratos e proteínas. A ingestão de alimentos ricos em carboidratos, como pães, batatas, macarrão e arroz, ajuda a restabelecer os estoques de energia no organismo do atleta perdidos durante a prática esportiva. Já a reposição de proteínas pode ser feita por meio de leite ou derivados, frango, peixes, ovos, mas a proporção deve ser de duas a três porções de carboidrato para uma de proteína. O excesso de proteína não será estocado pelo organismo, o excedente será excretado pela urina.
O ideal é que a reposição dos estoques de energia seja feito logo após o treino. Quanto antes melhor. Se você treina longe de casa ou seus horários não permitem incluir uma boa refeição após o treino, tenha sempre consigo uma barra de proteína, um sache de mel, frutas frescas ou secas, procure ingeri-los junto a suco e iogurtes. Estes alimentos farão com que você aguarde o horário da refeição com mais tranqüilidade e não prejudique a recuperação dos estoques de glicogênio muscular.
Se ao terminar o seu treino você estiver com fome, isto significa que você não está se alimentando direito e seu organismo está usando massa magra como fonte de energia!

Sugestões de alimentos pós-treino (até 40 minutos após):
-Shake com extrato de soja ou leite desnatado, fruta e mel + queijo (treino de tarde ou de manhã)
-Pão branco com patê de atum light + suco de frutas (treino de tarde ou de manhã)
-Batata inglesa cozida + peito de frango + salada verde + suco de frutas
-Arroz branco + peixe + legumes e verdura + frutas
-Macarrão com molho de tomate e atum + legumes + água de coco
-Pão branco com mel + suco de frutas + oleaginosas (treino de tarde ou de manhã)
-Salada de atum com legumes e batata + suco de frutas

Esperamos que vocês tenham gostado e que consigam aplicar uma alimentação saudável no dia a dia!
Um grande abraço!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Uma pessoa ostomizada tem direito a isenção do Imposto de Renda?

Christiane e Cláudia Yamada

As pessoas ostomizadas só são isentas do Imposto de Renda se forem portadoras de uma das doenças prevista na Lei 7.713 de 1988, sendo o câncer uma delas. Para saber quais são essas doenças acesse o link:

Para o contribuinte usufruir da isenção do Imposto de Renda, ele deverá procurar o órgão que paga as suas aposentadorias (INSS, Prefeituras, Estados..), com o requerimento de isenção de Imposto de Renda para portadores de moléstia grave e com o laudo pericial comprovando a moléstia. Para imprimir o modelo do requerimento e do laudo pericial acesse o link:

Para obter o laudo pericial comprovando a moléstia, o contribuinte deverá procurar um serviço médico oficial da União (SUS, INCA...), dos Estados do DF, ou dos Municípios. É importante que no laudo tenha a data em que a enfermidade foi contraída. Caso não tenha, a data da emissão do laudo será considerada como a data em que a doença foi contraída.

O serviço médico deverá indicar se a doença é passível de controle e, em caso afirmativo, o prazo de validade do laudo.

O ideal é que o laudo seja emitido pelo serviço médico oficial da própria fonte pagadora, para que o imposto deixe de ser retido na fonte. Se isso não for possível, o laudo deverá ser apresentado na fonte pagadora (INSS, Prefeituras, Estados...), para que esta verifique o cumprimento de todas as condições para o gozo da isenção e deixe de reter o imposto de renda na fonte.

A isenção do Imposto de Renda Pessoa Física não isenta o contribuinte de seus deveres de apresentar a Declaração IRPF.

A lista das doenças que justificam a isenção de Imposto de Renda pode mudar se for aprovado o “Projeto Lei no 5409 de 2005”, de autoria do Deputado Eduardo Barbosa.

Com esse Projeto Lei, pretende-se modificar o inciso IV do Artigo 6° da Lei 7.713 de 1988, incluindo na lista de doenças que justificam a isenção de Imposto de Renda, a distrofia lateral amiotrófica, a polipose familiar, a retocolite ulcerativa inespecífica e a doença de Crohn; além de incluir, como beneficiárias da Lei, as pessoas que recebem remuneração por atividade profissional e são portadoras dessas patologias.

Com a aprovação desse Projeto, as pessoas que continuam trabalhando e recebem remuneração por atividade profissional, que forem portadores desses males, também, serão beneficiadas com a aprovação dessa Lei.

Referências:







sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Algumas dicas que podem ajudar durante a fase de adaptação após reversão da ostomia

Christiane e Cláudia Yamada

Quando uma pessoa fica ostomizada e se não for definitivo, um dos maiores desejos é realizar a reversão. A pessoa não vê a hora de tirar a bolsa e voltar a usar o banheiro normalmente. Porém, alguns ostomizados que podem fazer a reconstrução do trânsito intestinal têm muito receio de realizá-la por causa da fase de adaptação (diarreias, assaduras...), mas isto vai depender muito da reação de cada organismo e também da alimentação. Existem pessoas que fazem a reversão e se adaptam rapidamente, existem aquelas que demoram um tempo para se adaptar e existem aquelas que fazem a reversão e depois precisam voltar a usar a bolsa, pois o organismo não se adaptou.

Aqui no nosso blog nós já publicamos uma postagem sobre a reversão de ostomia, falando sobre: adaptação, complicações, riscos, alimentação, aval do médico... Para ler este artigo acesse o link:

Hoje falaremos especificamente sobre algumas dificuldades que uma pessoa pode ter durante a fase de adaptação e algumas dicas que podem ajudar a diminuir ou evitar essas complicações.

As principais dificuldades que podem ocorrer após a reconstrução do trânsito intestinal, são:
- incontinência (diarreia);
- necessidade de uso de fraldas;
- flatulência;
- assaduras.

Algumas dicas que podem ajudar a diminuir essas complicações são:
- tomar cuidado com a alimentação, evitando alimentos flatulentos e que podem soltar o intestino (fruta com casca e bagaço, verduras cruas, doces, frituras; leite integral...), pelo menos no início. Depois que o seu organismo se adaptar inclua novamente estes alimentos à sua dieta, porém em pequena quantidade e um de cada vez, para saber como seu organismo irá reagir;
- sempre que possível, se lavar com água e sabonete todas as vezes que evacuar, pois as fezes líquidas e frequentes podem causar assadura e se o papel higiênico não for macio poderá machucar;
- quando não for possível se lavar, limpe bem com papel higiênico macio e use um lenço umedecido;
- carregue sempre um pouco de papel higiênico com você, pois geralmente nos lugares públicos os papéis higiênicos são mais ásperos;
- se for criança, é muito importante não deixá-la com a fralda suja, e toda vez que for trocá-la, lavar o bumbum com sabonete e água morna, secar bem e depois passar pomada para evitar as assaduras;


É muito importante ressaltar que somente o médico proctologista poderá avaliar se é possível realizar ou não a reconstrução do trânsito intestinal depois de analisar os exames pré-operatórios.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Alimentação x Irrigação

Christiane e Cláudia Yamada


Algumas pessoas colostomizadas podem realizar um procedimento chamado irrigação, podendo ficar um tempo sem usar a bolsa coletora de fezes, diminuindo assim o seu uso. Esse procedimento, a irrigação, já foi explicada aqui no blog e caso você não tenha lido ou queira saber mais sobre o assunto, acesse o link:


Se você é colostomizado e realiza a irrigação, é importante que você cuide da sua alimentação, para que a sua adaptação seja a melhor possível.

Você deve evitar:
- alimentos que soltam o intestino: mamão, laranja com bagaço, ameixa preta, maçã e pera com casca, manga, abacate, melão, melancia, manga, abacaxi, banana nanica, caqui, abóbora, beterraba, pepino, pimentão, ervilha, milho, berinjela, tomate, quiabo, soja, vegetais folhosos, aveia, farelo de aveia, farelo de trigo, arroz integral, pão integral, macarrão integral, leite e derivados...

- alimentos que causam gases: feijão, lentilha, grão de bico, ervilha, milho, peixes, carne defumada, cebola e alho cru, batata, batata doce, repolho, couve, brócolis, ovo, couve flor, agrião, acelga, mostarda, pimentão, rabanete, nabo, beterraba, jabuticaba, melão melancia, abacate, condimentos, leite e derivados, refrigerante, chocolate...

Procure consumir alimentos que ajudam a prender o intestino, como por exemplo: arroz, mandioca, bolacha água e sal, cará, cenoura cozida, caju, biscoito, gelatina, pão branco, maçã sem casca, banana prata, banana maçã, maisena, mandioquinha, limão, goiaba...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A importância da hidratação

Christiane e Cláudia Yamada

Desde pequenos, aprendemos que a água é fundamental para a nossa saúde, porém muitas vezes bebemos água apenas quando sentimos sede e não fazemos da sua ingestão um hábito diário.

A água é essencial para a nossa vida. A todo instante nós estamos eliminando água pelo nosso corpo, seja pelo suor (para manter o controle da temperatura corporal), pela urina ou até mesmo pela respiração. Portanto, a hidratação adequada é fundamental para mantermos o funcionamento do nosso corpo em harmonia, e para que isso aconteça, a ingestão de líquidos deve ser constante e ao longo do dia para repormos todo o líquido que perdemos.

A água tem funções muito importantes no nosso organismo, e conhecer algumas delas nos ajudará a compreender por que devemos ter cuidado com a nossa hidratação. São elas:
- é o principal componente do suco gástrico, fundamental no processo de digestão dos alimentos;
- transporta nutrientes;
- ajuda a regular a temperatura corporal;
- a ingestão de água, associada ao consumo de fibras, é essencial para o bom funcionamento do intestino. Além disso, o intestino é responsável também pela eliminação de toxinas do organismo, portanto a água ajuda a eliminar as toxinas;
- ajuda na lubrificação das mucosas.

É muito importante ingerirmos em torno de 2 a 3 litros de líquidos por dia. Porém estas necessidades são individuais e devem ser aumentada nas seguintes situações:
- durante a realização de atividade física.
- quando a temperatura ambiental estiver elevada (incluindo ambientes aquecidos durante o Inverno) e quando estiver em altitude elevada (incluindo viagens aéreas).
- quando estiver com febre, vômitos ou diarreia.
- durante a gravidez e aleitamento: aumente a ingestão de líquidos em cerca de 0,2 e 0,5 L/dia, respectivamente.
- ter muito cuidado com a hidratação de crianças, idosos, e pessoas com alguma doença específica e que precisam fazer um controle maior da ingestão de líquidos.
- osotmizados: Uma pessoa ostomizada deve ter um cuidado redobrado com a hidratação, pois não conseguem controlar as suas evacuações, e por isso tem maior perda de eletrólitos (exemplo: sódio e potássio) e maior risco de desidratação. Portanto, muita ATENÇÃO, os colostomizados e ileostomizados devem beber pelo menos de 2,0 a 2,5 litros de líquido por dia, e os urostomizados pelo menos de 2,5 a 3,0 litros. Além disso, a ingestão de líquidos também é importante para manter a pele em volta do estoma saudável e íntegra. Então, se você sentir uma coceirinha na pele ao redor do seu estoma, procure beber mais líquidos, pode ser que esta coceira melhore. Se não melhorar procure um enfermeiro estomaterapeuta, pois também pode ser causada pela alergia ao material da placa ou infiltração de urina ou fezes, e nesses casos não adianta a ingestão de líquidos.

Além da água, outros líquidos, como chás, sucos e frutas naturais também ajudam na hidratação. Porém, precisamos ter cuidado com os sucos e os chás adoçados com açúcar, pois além do líquido, também ingerimos calorias e açúcares, então, se tivermos diabetes ou estivermos acima do peso, será contraindicado a ingestão desses líquidos com açúcar! Não podemos esquecer de que os sucos de fruta natural são ótimas fontes de vitaminas!

Não devemos considerar como bebidas saudáveis os refrigerantes e os sucos industrializados, pois estes alimentos são ricos em corantes, açúcares, sódio... que são substâncias prejudiciais ao nosso organismo, e que portanto, não devem fazem parte da nossa hidratação.

Também não devemos consumir bebidas isotônicas diariamente, como se fossem suco ou água, pois estas bebidas apresentam indicações específicas, como para a reposição de minerais para atletas e em caso de desidratação por vômitos e diarreia. A ingestão excessiva destas bebidas pode prejudicar o rim, que é órgão responsável por filtrar os nutrientes e a água presentes nos alimentos e bebidas para serem eliminados na urina.

A seguir citaremos algumas dicas que nos ajudarão a aumentar o consumo de líquido durante o dia e melhorarmos a nossa hidratação:
- ingira mais alimentos que contenham boa quantidade de líquidos, como as frutas ou sucos de frutas (sem açúcar), legumes e verduras, chás (sem açúcar).
- experimente colocar folhas de hortelã ou alecrim na água que ficará com um sabor leve e gostoso. É importante evitar a adição de açúcar e adoçantes artificiais nestes líquidos.
- beba, frequentemente, pequena quantidade de água de cada vez ao longo do dia, e não espere ficar com sede.

Se ficarmos desidratado por um período prolongado, poderemos ter alguns efeitos prejudiciais no organismo, principalmente no Sistema renal, digestivo, respiratório e circulatório. Portanto, é muito importante ficarmos atentos aos sinais associados à desidratação e aumentarmos a ingestão de líquido nestas situações. Mas como saber se estamos desidratados? A seguir citaremos os principais sintomas:
- sede.
- urina de cor intensa e com cheiro.
- cansaço, dor de cabeça, perda de capacidade de concentração, atenção e memória.

Agora que já sabemos a importância da ingestão de líquidos e quanto devemos ingerir por dia, ficará mais fácil torná-lo um hábito diário! E se garantirmos uma ingestão adequada de água, associada a uma alimentação balanceada e a hábitos de vida saudáveis, garantiremos nosso corpo em equilíbrio para vivermos com saúde e qualidade de vida, com energia e disposição para executarmos nossas atividades diárias.
Referências bibliográficas:

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Como eu faço para escolher o melhor tipo de bolsa para a minha ostomia?

Christiane e Cláudia Yamada

Existem vário tipos de placas e bolsas de ostomia, como já foi descrito aqui no blog, nos links:

Algumas pessoas se adaptam a qualquer tipo e/ou marca de placa e bolsa, porém, geralmente, nós nos adaptamos melhor a uma determinada marca e determinado modelo. Só usamos os outros tipos (modelos, marcas) quando não é possível usarmos aquele de nossa preferência, e na maioria das vezes, isto acontece quando os materiais fornecidos pelo SUS estão em falta. Porém nem todas as pessoas se adaptam a qualquer tipo de bolsa de ostomia.

Quando pegamos os nossos materiais pelo SUS, geralmente as enfermeiras estomaterapeutas avaliam o nosso estoma e escolhem a bolsa mais adequada para nós (plana, convexa, tamanho da flange...), porém em alguns lugares é fornecido apenas um tipo de bolsa, não sendo possível outras alternativas a não ser aquela que está disponível.

As bolsas podem ser drenáveis e não drenáveis. As não drenáveis devem ser usadas pelas pessoas que esvaziam a bolsa com menos frequência, pois elas são fechadas e devem ser trocadas sempre que necessário. Portanto ela não deve ser utilizada por pessoas ileostomizadas, pois o intestino funciona com mais frequência, além da consistência das fezes, na maioria das vezes, ser líquida ou pastosa. Além disso, por ser trocada com mais frequência, ela não deve ser usada por pessoas que têm a pele mais sensível, pois o constante descolamento pode causar lesões na pele, ao redor do estoma.

A drenável pode ser usada pelas pessoas ileostomizadas e pelas colostomizadas. A sua durabilidade varia muito de uma pessoa para outra, sendo que, em média, dura cerca de 3 dias. Porém para algumas pessoas podem durar só 1 ou 2 dias e para outras até 5 dias ou mais.

As bolsas de ostomia podem ser de uma ou duas peças. Algumas pessoas preferem as bolsas de uma peça, pois elas têm menos volume e marcam menos a roupa, enquanto outras preferem a de duas peças, pois podem usar na posição que melhor se adaptar (vertical, horizontal e diagonal), podendo variar conforme a roupa que for usar. Ao usar a bolsa de peça única, é importante tomar muito cuidado para não perfurar a bolsa na hora de fazer o recorte na placa.

As placas das bolsas coletoras podem ser planas ou convexas. As placas planas são usadas pelas pessoas que tem o ostoma bem “saliente” (para fora do abdômen), já as placas convexas são usadas pelas pessoas que tem o ostoma retraído (geralmente ficam no nível do abdômen). Se uma pessoa tiver o ostoma retraído e usar placa plana, é muito provável que terá infiltração de fezes, podendo causar assaduras ao redor do ostoma e consequentemente fará com que a placa se descole mais rápido e facilmente, por isso o mais recomendado é que essas pessoas utilizem as placas convexas, que fixará melhor no seu abdômen e, consequentemente, evitará as infiltrações e também evitará que a placa se descole com mais facilidade.

Existem as placas flexíveis e as duras. As flexíveis se adaptam a qualquer tipo de ostoma e costumam se adaptar melhor as irregularidades da superfície do abdômen.  As placas duras se adaptam melhor as ostomias mais altas (que ficam de preferência acima do umbigo), por terem flexibilidade reduzida.  Essas placas não devem ser usadas em ostomias baixas (próximo as dobras da virilha ou próxima à crista ilíaca), pois oferecem resistência ao "ato de sentar" e podem provocar pequenas lesões nessa região. Além de se descolarem com mais facilidade, devido às dobras.

Nas ostomias baixas, o ideal é utilizarmos placas com flanges menores, pois se a flange for grande, o ato de sentar pode forçar a placa e com isso, ela pode se soltar.

Algumas placas possuem micropore e devem ser utilizadas somente por pessoas que não tem alergia a esse tipo de material, pois o seu uso pode causar irritação na pele e com isso, a durabilidade da placa será menor. Além disso, na hora da troca, se a sua pele estiver irritada, pode ser que a placa nova não se fixe no seu abdômen.

Depois de analisarmos o tipo de ostomia, a sua localização e a pele periostomal é possível escolhermos a melhor bolsa para nós usarmos. É importante sempre lembrarmos que nem sempre a melhor marca e modelo de bolsa de ostomia para uma pessoa é também o melhor para nós! Em caso de dúvida, procure o auxilio de um(a) enfermeiro(a) estomaterapeuta, ele (a) é o profissional mais indicado para te ajudar!

Referências:


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Passe Livre Interestadual

Christiane e Cláudia Yamada

As pessoas ostomizadas, com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo tem direito ao Passe Livre Interestadual, com ele você pode viajar por todo o país.
Para solicitar o Passe Livre Interestadual, você precisará dos seguintes documentos:

- Cópia de um documento de identificação, que pode ser:
·         Certidão de Nascimento;
·         Certidão de Casamento;
·         Certificado de Reservista;
·         Carteira de Identidade;
·         Carteira de Trabalho e Previdência Social;
·         Título de Eleitor;
          ·         Carteira Nacional de Habilitação. 

- Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovando a deficiência ou incapacidade do interessado. Você pode fazer o donwload no link:

- Requerimento, acompanhado da Declaração da Composição e Renda Familiar (formulário em anexo). Você pode fazer o donwload no link:

Após o preenchimento dos formulários, você deverá enviá-los com cópia de um documento de identificação, para o Ministério dos Transportes, no seguinte endereço: Ministério dos Transportes, Caixa Postal 9600 - CEP 70.040-976 - Brasília (DF). Informando o seu endereço completo para que o Ministério dos Transportes possa lhe remeter o kit do Passe Livre.

Os transportes que aceitam o Passe Livre são: transporte coletivo interestadual convencional por ônibus, trem ou barco, incluindo o transporte interestadual semi-urbano.

O Passe Livre do Governo Federal não vale para o transporte urbano ou intermunicipal dentro do mesmo estado, nem para viagens em ônibus executivo e leito. O Passe Livre também não dá direito para o acompanhante viajar de graça.

Para conseguir a autorização de viagem nas empresas, basta apresentar a carteira do Passe Livre do Governo Federal junto com a carteira de identidade nos pontos-de-venda de passagens, até três horas antes do início da viagem. As empresas são obrigadas a reservar, em cada viagem, dois assentos para atender às pessoas portadoras do Passe Livre do Governo Federal.

Se as vagas já estiverem preenchidas, a empresa tem obrigação de reservar a sua passagem em outra data ou horário.

Para saber como renovar a sua credencial do Passe Livre, acesse o link:

Para solicitar uma 2ª Via de Credencial, acesse o link:

Para consultar o andamento do Processo do Passe Livre para Beneficiários, acesse o link:

Caso você queira mais informações ou fazer reclamações, ligue ou escreva para:
Posto de atendimento - SAN Quadra 3 Bloco N/O Edifício DNIT Térreo - Brasília/DF
Telefone: (61) 2029-8035.
Caixa Postal - 9.600 - CEP 70.040-976 - Brasília/DF
e-mail: passelivre@transportes.gov.br 

Referência: