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domingo, 25 de setembro de 2011

Um emocionante depoimento

Acompanhe a emocionante história de Paloma Azevedo, que melhorou a sua qualidade de vida com a ostomia, considerada por ela, a cirurgia da vida.


Meu nome é Paloma, tenho 27 anos e sou ostomizada a 2. Durante toda a minha vida sofri com muitas dores intestinais, intestino preso, febre, náuseas, até então de causa desconhecida. Somente aos 20 anos tive diagnóstico de Hischprung mais conhecida como megacolon congênito.

Primeiro problema, essa doença geralmente é diagnosticada em recém nascidos, os médicos desconhecem casos na minha idade. Por morar no interior de São Paulo, não tinha muitos recursos para exames, então parti para Unicamp; lá  fiz vários exames por 2 anos, colonoscopia, enema, biopsia, transito intestinal, entre outros.
Conclusão final, como tinha chegado nessa idade e sobrevivendo a essas condições, os médicos acharam melhor não fazer  a cirurgia, pois o risco de vida era grande e preferiam controlar a doença em vez operar. Só que as dores aumentaram, e as internações também...
Um dia depois de estar com a barriga totalmente inchada, muita dor, febre, vomito, fui internada as pressas com obstrução intestinal. O medico me disse que teria que fazer a cirurgia porque não iria aguentar mais tempo daquele jeito. Detalhe, o hospital da minha cidade é pequeno e não tem UTI,mas aceitei.
Em setembro de 2007 fiz a primeira cirurgia, a colectomia total, que foi um sucesso, mas a recuperação... um sofrimento. Perdi 10 quilos logo após a cirurgia, tenho 1,75 e cheguei a pesar 52 Kg, fora as dores e a diarreia constante. Foram doze dias internada e só parei de vomitar nos dois últimos dias, e tive alta. A recuperação foi lenta e dolorosa, com algumas internações e muitos remédios.
Passado 3 meses, quando me senti mais forte, novamente veio aquela dor intensa, inchaço, vômitos e... obstrução intestinal, novamente fiz cirurgia as pressas. Dessa vez, com um pouco mais de sofrimento, porque tive que ficar 3 dias na UTI com uma febre muito alta, vazamento nos pontos, muito debilitada. Mais 10 dias de internação. Tive alta e fui para casa  com uma diarreia intensa,com media de 20 a 30 idas ao banheiro e quando não suboclusão intestinal, resumindo pelo menos de 2 a 3 dias no hospital durante um ano.
Não estava mais aguentando essa vida, tive depressão e síndrome do pânico por conta de tantas internações. Por uns 4 meses tomava apenas um suplemento Peptamen, pois tinha medo de comer e ter que internar.
Fui buscar ajuda em um proctologista em Ribeirão que me encaminhou para o HC, no qual em fevereiro de 2009 fiz a ileostomia. Minha qualidade de vida após a bolsa melhorou muito, consigo me alimentar bem e levo uma vida praticamente normal. Este ano tive apenas 3 internações, sinto dores com menos intensidade, me curei da depressão e síndrome do pânico, não preciso mais de calmantes, graças a Deus.
No mês passado recebi a noticia de que minha bolsa será definitiva, confesso que me senti um pouco triste, porque as vezes a falta de controle com o funcionamento da bolsa, é desconfortável, mas o medico me  disse que não a tiraria, porque o meu estômago e intestino delgado são dilatados também, o meu reto não tem sistema nervoso, ai ele me perguntou: “quer ficar do jeito que era antes?” Claro que não, passar por tudo o que eu passei nunca mais. E de tudo para mim ficou a lição: não podemos desanimar nunca, por mais difícil que pareça, sempre há pessoas em situações mais difíceis do que a nossa, e que não a nada mais importante do que estar viva, por isso para mim a  ostomia é a cirurgia da vida!!!!!!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Limpeza de uma bolsa coletora de fezes

Neste vídeo produzido pela Coloplast será apresentado alguns procedimentos básicos com relação à limpeza das Bolsas Coletoras.



1 - Abra a saída de efluente da bolsa coletora
2 - Esvazie a bolsa coletora
3 - Limpe com papel a saída de efluentes da bolsa coletora
4 - Feche a saída de efluentes da bolsa


OBS.: Para facilitar a saída de efluentes da bolsa coletora de fezes, alguns usuários inserem água na bolsa com o auxílio de uma garrafa pequena, bisnaga ou ducha higiênica. Assim as fezes ficam mais amolecidas ou líquidas e saem mais facilmente.

http://www.ostomizadosecia.com/2010/09/informacoes-basicas-para-o-uso-de_30.html
http://www.youtube.com/watch?v=qnfUzbEk9DQ
http://www.coloplast.com/ostomycare/topics/beforeoperation/pages/userguides.aspx

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Colocação de uma bolsa coletora de fezes

Vídeo produzido pela Coloplast com o objetivo de ensinar passo a passo como se coloca uma bolsa coletora de fezes.


1 - Retire o filme protetor
2 - Passe o dedo ao redor do orifício da placa para verificar que não haja rebarba que possa machucar o estoma
3 - Se for peça única, lembre-se de fechar a bolsa antes de colocar a placa
4 - Passe o dedo no orifício da placa para ajustar e aumentara aderência na área próxima ao estoma
5 - Coloque a placa e pressione-a sobre a pele, para fixá-la bem!



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Preparação de uma bolsa coletora de fezes

Esse vídeo foi produzido pela Coloplast com o objetivo de ensinar o ostomizado a medir o tamanho do seu estoma para confeccionar o corte da placa.


Se o estoma for circular: 
1 - verifique o tamanho correto do estoma nas circunferências do medidor, de modo que não fique pequeno e nem grande;
2 - Coloque o medidor sobre a placa da bolsa e desenhe a circunferência. 
3 - Recorte a placa, se for de peça única, tome cuidado para não furar a bolsa!

Se o estoma for ovalar:
1 - Dobre o medidor ao meio, de modo que as circunferências fiquem em formato de meia bola.
2 - Veja qual a circunferência mais adequada no sentido horizontal e no vertical.
3 - Apoie o medidor na placa e faça o desenho ovalar com as circunferências (horizontal e vertical) mais adequadas!
4 - Recorte a placa, se for de peça única tome cuidado para não furar a bolsa!


domingo, 7 de agosto de 2011

Oncoguia - Portal do paciente com câncer

O câncer colorretal (intestino) é uma das causas que pode fazer com que uma pessoa fique ostomizada.

A princípio, a aceitação da ostomia é muito difícil. Além da preocupação com a cirurgia, surge também a preocupação com o tratamento oncológico.

Muitas vezes o paciente e os seus familiares ficam perdidos e não sabem como lidar com essa situação. Por isso sugerimos que você visite o site do Instituto Oncoguia, que foi criado com o objetivo de ajudar a pessoa com câncer.

No site Oncoguia, você pode pesquisar sobre vários assuntos relacionados ao câncer, como os tipos de tratamentos, qualidade de vida, bem estar e câncer, os direitos de um paciente com câncer, a alimentação e muito mais, além de ter um espaço reservado para o paciente e um para os familiares.

O endereço do site Oncoguia - Portal do paciente com câncer é www.oncoguia.com.br


Referência: http://www.oncoguia.com.br/site/index.php

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ostomia: A cirurgia da vida

A ostomia, a princípio, é vista como um problema em nossas vidas, mas, com o passar do tempo, percebemos que, pelo contrário, ela é a solução. Por isso ela deve ser considerada por todos como a cirurgia da vida!

Precisamos partir do princípio de que a ostomia salvou nossas vidas e resgatou a qualidade de vida que muitos acreditavam que não teriamos mais, além, de nos devolver o prazer de viver!

Se não fosse possível realizá-la, hoje muitos de nós já não estaríamos mais aqui curtindo a família, os filhos, os netos, as viagens, os amigos...A VIDA!!! Ou se estivéssemos, provavelmente estaríamos vivendo preocupados e sofrendo com dor, diarréia, sangramento e outros sintomas de doenças que fazem necessário realizar uma ostomia!

Todos temos consciência de que o processo de adaptação e aceitação do estoma é difícil, lento, complicado e que deve ser conquistado a cada dia com muita paciência.

Com o decorrer do tempo, você começará a entender melhor seu estoma, aprenderá a cuidar dele, perceberá que a ostomia não o incapacita de querer ter uma vida normal e começará a retornar as suas atividades normais. Você descobrirá que ser ostomizado não é um “bicho de sete cabeças” e que tudo se torna mais fácil quando se troca experiência com outras pessoas.

Muitas vezes, a ostomia faz com que você descubra a coragem, força, equilíbrio, resistência, perseverança e determinação que existia em seu interior e que você não conhecia, levando-o a superar todos os momentos de dificuldades, medos e preconceitos.

Embora os momentos pós-cirurgia possam ser os piores de sua vida, junto de cada marca e lembrança de sua recuperação, poderá vir paradoxalmente, sensações de felicidades mais fortes que já vivera, como o êxtase puro de poder se alimentar de forma mais abrangente, de não ter diarréia freqüentemente, de não viver com dores abdominais, de evacuar sem sangramento...e principalmente de estar vivo e mais saudável! Não é estranho que essa cirurgia possa trazer tanta coisa boa? Da tristeza é possível sim vivenciar muita alegria.

Portanto, acredite que a ostomia não é o fim da vida, pelo contrário, é o começo. É uma nova fase na sua vida! Se você teve essa segunda chance, faça de tudo para ser feliz e merecer estar vivo!

Nunca se esqueça que: Você pode se esconder em um canto e não sair nunca mais ou enfrentar e aprender a conviver da melhor forma possível com sua ostomia! Porque a sua vida será o que você fizer dela!

Assim como existem ostomizados, existem deficientes visuais, auditivos, físicos. Todos nós temos problemas (saúde, dinheiro, família...) e tudo vai depender muito da forma como nós iremos reagir, de como iremos encarar esse problema. Então, espero que você reaja positivamente (pelo menos tente), não desanime (acredite), lute (você é forte, não desista), tenha coragem (você é guerreiro) para enfrentar os desafio e extrair da vida o máximo para encontrar sua felicidade.

O mais importante é se concentrar não na sua ostomia, mas na vida como um dom maravilhoso, cheio de felicidades, recordando sempre que a sua vida será o que você fizer dela! Então reflita e faça a melhor opção, escolha viver!

Muitos de nós escolhemos viver, e você?