Essa pergunta pode ser respondida de diferentes formas, depende muito do estado emocional do ostomizado e da sua aceitação. Navegando pela internet, encontramos uma linda resposta:
Ser ostomizado
Ser ostomizado não é apenas ser alguém que tem um ostoma na parede abdominal...
Ser ostomizado não é apenas viver com uma bolsa para coleta de fezes ou urina presa ao abdômen...
Ser ostomizado não é apenas ter deixado de utilizar o vaso sanitário...
Ser ostomizado não é apenas viver com a preocupação de que tipo de alimentos pode comer...
Ser ostomizado não é apenas viver preocupado com gases e odores...
Ser ostomizado é muito mais que isso, é ser privilegiado por Deus por ter sido escolhido a viver novamente...
Ser ostomizado é Ser Humano.
Gizelle Ribeiro Lima
Estagiária de psicologia
Hospital Araújo Jorge
Goiânia - GO
O Blog "Ostomia sem fronteiras" foi criado com o objetivo de ajudar as pessoas ostomizadas, seus amigos e familiares, através de troca de informações e experiências, mostrando que apesar de algumas limitações, podemos ter uma vida normal. O Blog também é voltado para os futuros ostomizados, com a intenção de que eles entrem em contato com o mundo da ostomia antes da cirurgia.
E-mail: ostomiasemfronteiras@yahoo.com.br
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Música faz bem a saúde, proporciona alegria, bem-estar e auxilia pacientes no tratamento contra o câncer!
Música faz bem a saúde, proporciona alegria, bem-estar e auxilia pacientes no tratamento contra o câncer!
Cláudia Yamada e Gisele Furusava
Mas você sabia que além de relaxar, alegrar e trazer à tona lembranças e saudades, a música pode agir em nosso organismo auxiliando na melhora de doenças?
Estudos científicos mostram que a música faz muito bem para o nosso bem-estar e ainda auxilia no tratamento de muitas doenças, como asma, câncer, Alzheimer, Parkinson, traumatismo craniano, autismo, demência, enfermos psiquiátricos, crianças com problemas de condutas, pessoas com Aids, entre outras. Portanto ouvir uma melodia pode ser um remédio tão eficaz quanto às fórmulas vendidas nas farmácias.
A música está sendo utilizada com diferentes funções (reduzir estresse, diminuir a dor, aumentar a auto-estima, mudar condutas inapropriadas), as quais estão sendo estudadas e expandidas a outras funções que tem como objetivo final ajudar o ser humano a conhecer a si mesmo e poder viver melhor na sociedade.
As notas musicais tocadas de diferentes maneiras, em diferentes intervalos, com diferentes ritmos, dinâmicas e volumes, também influenciam o emocional do ser humano. As qualidades da música que afetam estados de ânimo, controlam condutas e ajudam ao bem estar das pessoas estão sendo investigados por profissionais qualificados chamados de musicoterapeutas.
Ressaltamos que a Musicoterapia é uma formação específica, isto é, para ser musicoterapeuta é preciso cursar a graduação ou pós-graduação em Musicoterapia. No Brasil , os cursos de graduação foram iniciados em 1971 e, atualmente, integram os campos da Arte (especialmente música, iniciação musical, metodologia musical, etc); Medicina (anatomia, fisiologia, neurologia, neuropatologia, neuroanatomia, etc); Psicologia (psicologia geral, do desenvolvimento, teorias da personalidade, etc) e, especificamente Musicoterapia (musicoterapia didática e aplicada, fundamentos da musicoterapia, teorias e técnicas musicoterapêuticas, etc).
A associação de Musicoterapia Americana (AMTA) define musicoterapia como: o uso controlado da música com o objetivo de restaurar, manter e melhorar a saúde mental ou física. É a aplicação sistemática da música, dirigida por um musicoterapeuta em um ambiente terapêutico, com o objetivo de conseguir mudanças de conduta. Essas mudanças ajudarão ao indivíduo que participa desta terapia a ter um melhor entendimento de si mesmo e do mundo que o rodeia podendo adaptar-se melhor a sociedade, além de obter benefícios específicos às suas necessidades.
É importante permitir à pessoa doente, sentir e expressar reações e sentimentos, pois sentimentos reprimidos levam, geralmente, ao aumento da depressão emocional, impedindo o sistema imunológico de funcionar perfeitamente e podendo retardar a cura.
A música sem dúvida é um comunicador emocional e o tipo adequado à pessoa proporciona uma experiência emocional positiva que intensificam o funcionamento do sistema imunológico. Ao cantar uma canção ou executar um instrumento, o paciente pode elaborar e organizar sentimentos e sensações inerentes ao seu processo, além de abrir canais de comunicação consigo mesmo e com o mundo.
Parte do poder da música resulta da capacidade de reduzir a ansiedade – que pode comprometer as defesas imunológicas, bem como intensificar a sensação de dor. A música desvia a atenção da pessoa do sofrimento e alivia a tensão. Musicoterapeutas que atendem pacientes oncológicos observam a diminuição de cefaléias, vômitos, náuseas, dores de estômago e, quando realizadas sessões de quimioterapia paralelamente às de musicoterapia, ocorre, também, a diminuição das dores referentes à medicação.
A música caminha em direção à esperança, não ignorando ou renegando o desespero, mas levando o indivíduo além dele, pois a música desperta o trágico e também os recursos do ser humano para enfrentá-lo. A musicoterapia receptiva (ou audição musical) também pode ser utilizada para auxiliar não só os pacientes, mas, também, seus familiares e profissionais no ambiente hospitalar, integrando a equipe e proporcionando momentos de relaxamento, conforto e apoio a sentimentos como a raiva e o medo.
No que diz respeito especificamente às crianças, a música é uma linguagem e, para estas pode ser uma linguagem estimulante, uma linguagem confortadora. Ela pode encorajar, animar, encantar e falar com a parte mais interna da criança. A música pode fazer perguntas estimulantes e dar respostas satisfatórias, facilitando a comunicação e a relação do paciente com sua família, médicos e terapeutas. Ela pode ativar e, em seguida, manter a atividade por ela evocada. Pesquisas na área da psiconeuroimunologia demonstram que as situações alegres e de humor trabalhadas com a criança no hospital fazem aumentar as defesas imunológicas do organismo, protegendo-as das infecções.
Pode-se então concluir que a efetividade da expressão emocional, através da música, se dará tanto para os sentimentos negativos quanto para os sentimentos positivos, ambos podendo resultar em energia revigorada, que por sua vez implicará em fortalecimento do sistema imunológico da criança portadora de câncer.
Colaboração de Gisele Furusava, Musicoterapeuta (FPA - SP), Psicoterapeuta Corporal Neo-reichiana (Instituto Lumen), Coach (Instituto Holos). Extensão em Psicossomática e Psicooncologia (Cepps - SP). Autora do Livro "Setting Musicoterápico: da caixa de música ao instrumento musical" (Ed. Apontamentos, 2003). Presidente e Vice-Presidente da Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo (APEMESP) durante as gestões 2004/06 e 2002/04, respectivamente. www.musicoterapiasp.com.br
Referência bibliográfica
1 Baranow, Ana Lea von. Musicoterapia uma visão geral. Rio de Janeiro: Enelivros, 1999.
2 FERREIRA, Eliamar Aparecida de Barros Fleury e. Musicoterapia e câncer: o canto da dor. Monografia (Especialização em Musicoterapia) – Escola de Música da Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 1999. p.26
3 JARET, Peter. O poder de cura da música. Revista Seleções – Reader’s Digest, Rio de Janeiro, p. 131, dez. 2001.
4 ZARATA, P.; DÍAZ, V. Aplicaciones de la musicoterapia em la medicina.
Rev. méd. Chile v.129 n.2 Santiago fev. 2001
5 LABORATÓRIO JARBAS DOLES. Câncer infantil: o importante papel da comunidade nesta luta pela vida. Informativo JD, Goiânia, ano V, n. 12, Out. 1999.
6 RUUD, Even. Caminhos da musicoterapia. Tradução de Vera Wrobel. São Paulo: Summus, 1990.
7 SIMONTON, Stephanie M. A família e a cura. Tradução de Heloisa Costa. São Paulo:
Summus, 1990.
8 Suzanne B. Music therapist’s handbook. Warren H. Green, inc 1987: 3-15.
9 UTRABO, Diógenes Guerini, Musicoterapia em Oncologia: “Tenho um paciente com câncer, e agora?”. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Musicoterapia) – Faculdade paulista de Artes, São Paulo, 2007.
10 http://www.wfmt.info/WFMT/Home.html, acessado em 6/05/2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Uma linda definição de ESTOMA
Navegando pela internet, encontramos uma linda definição de Estoma que devemos tentar transformar em uma verdade....
Estar com os outros. Partilhar os medos, alegrias e angustias, alargar a rede de suporte social e conviver, deve ser uma prioridade.
Sorrir. Não custa nada, não causa dor e é contagiante. Afinal conseguiu sobreviver à operação e embora não se possa mudar o passado pode fazer do futuro, aquilo que quer que ele seja.
Trocar ideias com o companheiro. A comunicação é fundamental na relação conjugal. Não só permite uma melhor adaptação à doença como estabelecer parâmetros de conduta satisfatórios para ambos.
Ousar ser igual na diferença. Afinal a Ostomia só se aplica a uma função do seu corpo. Tudo o resto mantém-se inalterado.
Mudar a visão pessimista da vida. A Ostomia permitiu-lhe ultrapassar um problema que doutra forma o impedia de viver na plenitude. É um símbolo de potencialidade e de regozijo.
Aceitar a nova forma de ser. Desenvolver auto-confidência e encontrar um significado na vida são também os objetivos de qualquer ser humano!
Prof. Dr.ª Graça Pereira
Nós temos e devemos ser assim!
sábado, 7 de maio de 2011
Cirurgia da Vida
O Primeiro Ostoturismo foi uma iniciativa da AORP (Associação dos Ostomizados de São José do Rio Preto), em parceria com a AMO (Associação Matogrossense de Ostomizados), realizado do dia 16 ao dia 21 de março de 2011, na cidade de Caldas Novas, em Goiás, para os ostomizados, familiares e amigos.
O objetivo foi proporcionar aos ostomizados e demais participantes uma oportunidade para se conhecerem , trocar experiências, estimular a convivência em sociedade com a ostomia, além do descanso e da diversão.
Arildo Gonçalves, participou do Primeiro Ostoturismo, ele é coordenador da AOSPI (Amigos Ostomizados de Piumhi), é ostomizado há mais de seis anos, e é cantor e compositor de músicas sertanejas em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais (Piumhi).
Segundo Arildo, foi muito proveitoso conviver por quase uma semana com seus irmãos(as) ostomizados, e foi durante essa nova experiência que nasceu a inspiração para escrever uma canção que fala um pouco sobre o ostomizado, com o título CIRURGIA DA VIDA.
A música é linda! A seguir assista o vídeo sobre a música, quem ainda não assistiu vale a pena ver, quem já assistiu, não perca a oportunidade de revê-lo.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Planos de Saúde serão obrigados a oferecer bolsas coletoras para ostomizados
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na última quarta-feira (27), o texto que obriga as operadoras de planos de saúde a fornecerem bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia, assim como sonda vesical de demora e coletores de urina para uso hospitalar, ambulatorial e domiciliar.
A regra consta no substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 7177 que a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) apresentou em 2002.
O texto original do projeto, apresentado pela Jandira em 2002, previa apenas o fornecimento de bolsas de colostomia, mas foi alterado pelo Senado para ampliar a abrangência da cobertura a outros materiais. As bolsas de ileostomia e de urostomia apresentam características semelhantes às de colostomia e são usadas geralmente após atos cirúrgicos.
O substitutivo também proíbe que sejam limitados o prazo do fornecimento, o valor máximo e a quantidade dos produtos a serem fornecidos. O relator da matéria na CCJ o deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP) e o texto aprovado segue para análise pelo Plenário da Câmara.
CONHEÇA OS PROCEDIMENTOS
Colostomia | Procedimento cirúrgico no qual se faz uma abertura no abdome para a drenagem das fezes provenientes do intestino grosso. Em seguida, uma bolsa adesiva para drenagem é colocada em torno da abertura. |
Ileostomia | Remoção cirúrgica da porção doente do intestino delgado. |
Urostomia | Criação cirúrgica de uma abertura artificial dos condutos urinários na parede abdominal. A urina passa a fluir através dessa abertura e fica armazenada numa bolsa coletora. |
Sonda vesical de demora | Usada em pacientes que perderam a capacidade de urinar espontaneamente. A sonda é mantida dentro da bexiga e a urina flui continuamente. A sonda liga-se a uma bolsa coletora que pode ser fixada na lateral da cama, na cadeira de rodas ou na perna do paciente. |
ATENÇÃO: Para ver mais detalhes sobre esse assunto visite o site da Deputada Jandira Feghali ou clique no link que segue:
Texto original em http://www.ostomizadosecia.com/2011/05/planos-de-saude-serao-obrigados.html#ixzz1LP1Igj9J publicado no blog Ostomizados e Cia.
É IMPORTANTE RESSALTAR, QUE ESSE ARTIGO SE TRATA DE UM PROJETO LEI, OU SEJA, OS OSTOMIZADOS SÓ TERÃO ACESSO ÀS BOLSAS COLETORAS FORNECIDAS PELOS PLANOS DE SAÚDE SE ELE FOR APROVADO E TRANSFORMADO EM LEI PELO CONGRESSO NACIONAL!!!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Uma história de superação
Muitas vezes nós achamos que algumas pessoas entram em nossas vidas por acaso, porém muitas delas acabam se tornando nossos grandes amigos, companheiros e até mesmo um irmão.
Com o passar do tempo, percebemos que não foi um acaso, e sim um destino. Essas pessoas entram em nossas vidas com finalidades e objetivos, sejam eles nos ajudar, apoiar, dar carinho..., podendo se tornar uma das pessoas mais importantes de nossas vidas.
Nesse contexto, dentro do mundo dos ostomizados, poderíamos citar vários casos, mas existe um muito interessante, que passou em um programa de rede nacional e emocionou muitas pessoas, independente de serem ou não ostomizados.
É a história de um rapaz, que por causa de um tumor, teve que fazer radioterapia, quimioterapia e colostomia. Ele ficou depressivo e pensou em si matar, mas "por acaso", ele conheceu um músico que também é médico proctologista, e esse médico quis lhe mostrar que uma pessoa ostomizada pode levar uma vida normal, prometendo-lhe que assim que tivesse uma banda, o chamaria para tocar.
Um tempo depois o músico formou a sua banda e cumpriu sua promessa, convidando-o para tocar com ele. Hoje o rapaz toca na banda, faz os arranjos e, segundo o músico, ele é o maestro da banda, sendo que ele achou que nunca mais fosse tocar um violão por causa da colostomia.
Se você não teve a oportunidade de assistir o vídeo, assista-o e veja a história desse músico e médico proctologista, e do ostomizado. Agora se você já assistiu não perca a oportunidade de assisti-lo novamente.
sábado, 23 de abril de 2011
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