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terça-feira, 26 de abril de 2011

Uma história de superação

Muitas vezes nós achamos que algumas pessoas entram em nossas vidas por acaso, porém muitas delas acabam se tornando nossos grandes amigos, companheiros e até mesmo um irmão.

Com o passar do tempo, percebemos que não foi um acaso, e sim um destino. Essas pessoas entram em nossas vidas com finalidades e objetivos, sejam eles nos ajudar, apoiar, dar carinho..., podendo se tornar uma das pessoas mais importantes de nossas vidas.

Nesse contexto, dentro do mundo dos ostomizados, poderíamos citar vários casos, mas existe um muito interessante, que passou em um programa de rede nacional e emocionou muitas pessoas, independente de serem ou não ostomizados.

É a história de um rapaz, que por causa de um tumor, teve que fazer radioterapia, quimioterapia e colostomia. Ele ficou depressivo e pensou em si matar, mas "por acaso", ele conheceu um músico que também é médico proctologista, e esse médico quis lhe mostrar que uma pessoa ostomizada pode levar uma vida normal, prometendo-lhe que assim que tivesse uma banda, o chamaria para tocar.

Um tempo depois o músico formou a sua banda e cumpriu sua promessa, convidando-o para tocar com ele. Hoje o rapaz toca na banda, faz os arranjos e, segundo o músico, ele é o maestro da banda, sendo que ele achou que nunca mais fosse tocar um violão por causa da colostomia.

Se você não teve a oportunidade de assistir o vídeo, assista-o e veja a história desse músico e médico proctologista, e do ostomizado. Agora se você já assistiu não perca a oportunidade de  assisti-lo novamente.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Crenças religiosas e ostomia

A religião é um apoio espiritual muito buscado pelas pessoas diante de algum problema ou dificuldade que elas estejam passando. Em especial, para as ostomizadas, a religião lhes proporciona sustentação para a esperança e para enfrentar situações adversas e conflitantes que poderão passar no seu dia a dia.

Muitas vezes a morte é muito temida pelas pessoas ostomizadas, principalmente quando apresentam complicações como sangramento, dor, entre outras; e a crença religiosa ajuda a afastar esse sentimento. A fé e/ou crença religiosa pode influenciar positiva ou negativamente na recuperação do paciente.

Algumas pessoas atribuem a Deus toda a responsabilidade sobre seu futuro, deixando de realizar o tratamento ou de se cuidar e lutar pela vida. Também há aqueles que acreditam em um Deus punitivo no destino e na incapacidade de conseguir superar determinado obstáculo.

Enquanto que para outras pessoas ostomizadas, a crença e/ou fé religiosa ocupa um importante espaço em sua vida, lhes ajudando a se conformar, a enfrentar e superar o sofrimento e encontrar um novo sentido para a vida quando em situação de dificuldade frente à doença.

Para essas pessoas, a religião provê um vislumbre de luz, quando as circunstâncias dizem que não há nenhuma luz, provê um propósito e uma direção quando tudo neste mundo se mostra sem sentido. A religião propicia conforto quando não há ninguém para confortar.

Portanto para a maioria dos seres humanos a fé é uma importante ferramenta para o alívio de sua dor e para buscar recursos para o enfrentamento de sua luta diária. No contato com o divino e através da fé encontram a força que precisam para viver e lutar com dignidade por melhores condições de vida.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A importância das Associações e Núcleos para atendimento de ostomizados

As Associações e Núcleos para atendimento de ostomizado são lugares importantes para as pessoas ostomizadas, pois elas buscam diversos tipos de recursos, desde os materiais até informações técnicas para o auto-cuidado.

Elas têm a função de integrar seus participantes num só contexto em busca de melhoria na assistência e informação sobre o uso de materiais, fornecendo a eles novos conhecimentos.

As pessoas ostomizadas costumam valorizar as associações e as suas atividades desenvolvidas, porque elas oferecem a oportunidade de convivência em grupos, troca de experiência, além de conversar sobre diversos assuntos, como a vida familiar e social, contribuindo para amenizar o isolamento a que estão propenso, melhorar a sua auto-estima e influenciar positivamente na sua reabilitação.

Nas Associações são realizadas reuniões regularmente a cada mês,  com a participação dos ostomizados e seus familiares, e geralmente  com a presença de enfermeiros estomaterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas. Em algumas Associações, esses encontros são previamente programados com festividades nas datas comemorativas do dia das mães, dos pais, aniversários e festas de fim de ano. 

Nessas reuniões são realizadas apresentações técnicas relacionadas à vida do ostomizado (alimentação, higiene, cuidado com a pele...). E duas vezes por semana, existe um atendimento realizado por representante da associação que visa apoiar as necessidades dos associados e dos novos ostomizados.

A Associação dos Ostomizados propõe ajudar os que estão chegando e apoiar os que precisam, por entender que é difícil para todos a aceitação de início, levando palavras de esperança.

A pessoa ostomizada, melhor do que ninguém, sabe das dificuldades pelas quais passa o recém operado. Por isso faz questão de contribuir para minimizar este sofrimento inicial, a falta de aceitação e habilidade no manuseio do equipamento.

Para saber qual é a Associação mais perto da sua residência, é só clicar nos links abaixo:


Referências:

Rev. bras. enferm. v.60 n.3 Brasília maio/jun. 2007




quarta-feira, 30 de março de 2011

Benefícios da ingestão de pre e probióticos

Os probióticos são alimentos processados com microrganismos vivos que quando ingeridos são capazes de sobreviver ao trânsito gastrintestinal e colonizar a flora natural do intestino onde exercem efeito protetor no metabolismo humano.

Eles podem ser componentes de alimentos industrializados, como,por exemplo, em leites fermentados e iogurtes; e também são encontrados em produtos farmacêuticos, na forma de pó ou cápsulas.

Estes produtos têm como finalidade principal manter a microbiota intestinal que pode ser desbalanceada por tratamentos com antibióticos, quimioterapia, radioterapia ou por situações de estresse metabólico.

Os probióticos também têm sido considerados armas efetivas para a prevenção de doenças, em especial as infecciosas, porque controlam o crescimento das bactérias patogênicas, de vírus e de fungos, e promovem a estabilização do ambiente intestinal.

Entre os inúmeros benefícios atribuídos ao uso de probióticos está a diminuição de metabólitos pró-cancerígenos no cólon, o que pode significar uma importante proteção para evitar o desenvolvimento da doença. Além disso, estudos comprovam que a ação dos microrganismos vivos diminui a freqüência e a duração de diarréia associada ao uso de antibióticos, estimula a imunidade, reduz a concentração de colesterol e triglicérides no plasma e melhora a digestão da lactose, a constipação e os sintomas da Síndrome do Cólon irritável. A diarréia pós-radioterapia (ex: tumor de colo de útero, de próstata) também pode ser minimizada e até prevenida com o emprego de probióticos.

Estudos mostram que o uso dos probióticos e de leite fermentados levaram ao desenvolvimento mais lento de câncer induzido e podem combater o crescimento de células cancerígenas no intestino, bexiga e estômago, apresentando efeitos antitumorais.

Há evidências de que o consumo diário de leite fermentado com Lactobacillus e Bifidobactérias reduz a incidência de câncer de cólon em humanos.

A terapia simbiótica (uso associado de pré e probióticos) tem demonstrado eficácia na prevenção de câncer intestinal, embora o uso de probióticos isoladamente não tenha comprovação científica.

Os prebióticos são alimentos não digeríveis que exercem efeito benéfico no organismo promovendo o crescimento preferencial de bactérias intestinais, particularmente as bifidobactérias e os lactobacilos, e reduzindo o crescimento de bactérias patogênicas, o que contribui para a saúde da microbiota intestinal. Entre os alimentos ricos em oligossacarídeos não-digeríveis estão os cereais integrais, farelo de aveia, frutas (com casca), laranja (bagaço), verduras, folhas verdes e leguminosas. É importante lembrar que para que se tenha efeito benéfico para o intestino, é necessário aliar uma dieta saudável à ingestão de, pelo menos, dois litros de água por dia.

Entre os benefícios constatados dessa ação conjunta de alimentos prebióticos e probióticos, estão o controle de diarréias e obstipações, com a estabilização do trânsito intestinal, especialmente nos casos de doenças inflamatórias intestinais como a retocolite ulcerativa, a síndrome do intestino irritável, a Doença de Crohn e bolsite (inflamação da bolsa ileal após colectomia para RCUI). Outras indicações dos prebióticos e probióticos incluem a intolerância à lactose (os probióticos produzem lactase), a constipação intestinal, a prevenção e tratamento de diarréia aguda. Os prebióticos também aumentam a absorção intestinal (cólon) de sais minerais, em especial o cálcio.
  
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

CASTILHO A. C., CUKIER C., MAGNONI D., Probióticos no Câncer. Medicina Saúde. Yakult. São Paulo. 16p, 2004.

DAMIÃO A. O. M., Prebióticos, Probióticos a Simbióticos: Aplicações clínicas. Bio Nutrição e saúde. Nestlé. São Paulo. P 18 – 24. Ano I – N 1

Super Saudável. Lactobacillus casei Shirota.Ensaios clínicos comprovam eficácia contra o Câncer. Publicação da Yakult do Brasil – São Paulo. Ano IV - N 20 -Julho/agosto 2004. p 14

Super Saudável. Processo de envelhecimento começa no intestino. Publicação da Yakult do Brasil – São Paulo. Ano V - N 25 – maio/junho 2005. p 10

Super Saudável. Unicamp realiza protocolo com uso de Yakult RI. Publicação da Yakult do Brasil – São Paulo. Ano IV - N 22 –novembro/dezembro 2004. p 22

Site: www.yakult.com.br

sexta-feira, 25 de março de 2011

Atitude é tudo!

Muitas vezes na vida passamos por situações difíceis e inesperadas (ostomia, quimioterapia...) que nos deixam sem reação, mas precisamos compreender e superar essas dificuldades.

Diante destas situações, cada pessoa reage de uma forma diferente, algumas se desesperam, outras choram,  outras buscam força na religião... E a forma que reagimos interfere muito no nosso tratamento, aceitação e cura. 

Sabemos que é difícil encara tudo como se fosse a coisa mais simples do mundo, mas temos que tentar. Algumas vezes conseguiremos, outras não, mas pelo menos poderemos dizer: "eu tentei".

O texto a seguir nos mostra como uma atitude positiva é essencial diante de qualquer problema, dificuldade, doença, ou seja, em todas as situações de nossas vidas:

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu  que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça..
- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.
ATITUDE É TUDO!
Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Viva com simplicidade.
Ame generosamente.
Cuide-se intensamente.
Fale com gentileza.
E, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!
E deixe o restante com Deus.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ostomia e o impacto psicológico

O ser humano zela por sua perfeição, saúde e dinamismo, e quando se vê inserido no mundo com algo que lhe pode destruir a vontade de viver, a vaidade, esperança, autoconfiança e controle, ele se sente, perante o mundo, como um ser derrotado. Nesse momento, o ser humano fecha-se em si mesmo e não consegue entender e aceitar a sua condição de ostomizado, ficando revoltado, inconformado, constrangido...

Independente de ser temporária ou definitiva, a realização da ostomia acarreta uma série de mudanças na vida do paciente, tais como: necessidade de realização do autocuidado com a ostomia, aquisição de material apropriado para a contenção de fezes ou urina, adequação alimentar, convivência com a perda do controle da continência intestinal ou vesical, eliminação de odores, alteração da imagem corporal, bem como alteração das atividades sociais, sexuais e cotidianas.

Alterações profundas são causadas no modo de vida das pessoas que necessitam ser submetidas à realização desse procedimento, causando desorganização emocional intensa, e vivência de grandes períodos de sofrimento, o que exige a busca de algumas estratégias para enfrentar essa nova condição.

Após a cirurgia, o estomizado até pensa em como reiniciar sua vida, como adotar maneiras práticas de manter suas atividades sociais, interpessoais e de lazer, anteriores à cirurgia, porém o impacto muitas vezes resulta em sentimentos negativos para este indivíduo, sentimento de perda, de inaceitação, falta de privacidade, inutilidade, desgosto, depressão, e até o isolamento próprio que ele colocou para si, acaba afetando a vida da pessoa ostomizada.

Em função das limitações impostas pela ostomia, os ostomizados passam a ficar a maior parte do tempo em casa e ociosos, e como conseqüência, perde o prazer de viver, vivenciando sentimentos de medo, angústia, solidão, entre outros.

As reações apresentadas pelos pacientes que adquirem ostomia são variadas. Muitas vezes o recém-operado prefere à morte à ostomia, e só com o passar do tempo a pessoa consegue se aceitar.

É preciso dar mais atenção à pessoa portadora de estomia, buscando no seu universo conhecer e compreendê-la, mediante a interpretação dos sentimentos expressos por ela, principalmente pela manifestação verbal de suas emoções.


Referências:

Rev. bras. enferm. v.60 n.3 Brasília maio/jun. 2007

Rev. esc. enferm. USP vol.44 no.1 São Paulo mar. 2010