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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Continue vivendo, mesmo com a ostomia

Christiane e Cláudia Yamada

Não é fácil ser ostomizado, porém nós precisamos nos adaptar às novas condições de vida, principalmente se a ostomia for definitiva. Apesar dos nossos medos (acidente com a bolsa, sofrer preconceito, vergonha dos barulhos dos gases...), nós não podemos ficar trancados em casa, sem passear, conhecer pessoas novas, nos divertir..., nós precisamos tentar voltar a nossa vida normal, tanto em relação a nossa vida social, como a profissional.

Dependendo do tipo de trabalho que você realiza, você poderá voltar a exercer o mesmo cargo, porém em alguns casos (se for trabalho que é necessário fazer muita força ou carregar muito peso ou que seja em lugar muito quente...) isso não será possível, nesse caso você poderá ser remanejado de cargo.

Caso você se aposente ou esteja de licença, é importante que você procure alguma atividade para fazer, pois quando a pessoa fica em casa “à toa”, é comum entrar em depressão. Procure fazer cursos (artesanatos, línguas, informática...), pois além de aprender coisas novas e se distrair, você irá conhecer outras pessoas, ou se o seu médico autorizar, faça atividades físicas, você pode também marcar encontros com os amigos (cinema, shows, teatros, passeio em parques, almoçar ou jantar em restaurantes em que tenha comidas que você possa comer...).


Não deixe que a ostomia faça com que você se esconda do mundo, ela é muito importante para a sua vida, pois você está vivo graças a ela, porém você também é muito importante para a sua família e seus amigos, por isso, mesmo que você esteja abalado com a cirurgia, continue lutando e tente ser feliz, não perca a sua fé.

terça-feira, 19 de maio de 2015

"Mulher com ostomia você é capaz de manter o encanto" - sétima edição

A sétima edição da cartilha “Mulher ostomizada você é capaz de manter o encanto” de autoria de Damaris Morais e em parceria com a Associação Brasileira de Ostomizados, foi desenvolvida para ensinar o básico e os primeiros passos que uma pessoa recém ostomizada deve aprender, por exemplo, como trocar e esvaziar a bolsa de ostomia.

A cartilha também visa valorizar a mulher ostomizada e fortalecer a sua autoestima, mostrando que apesar da existência de obstáculos, ela pode se sentir bonita, através de exemplos de roupas de praia, piscina, ginástica, roupa do dia-a-dia, lingerie...

A sétima edição da cartilha, além de conter os assuntos tratados na sexta edição, como por exemplo, esporte, alimentação, dicas úteis, vida íntima, gravidez, banheiro adaptado para os ostomizados e legislação, conta com a contribuição muito importante da psicóloga Edirlene Fernandes, que trata das implicações psicológicas decorrentes da realização de uma ostomia, de forma simplificada.

O Blog “Ostomia sem fronteiras” se sente honrado em ter contribuído na sexta e na sétima edição,  com a parte “Alimentação e Ostomia”.

Se você é ostomizado(a) e ainda não leu a cartilha, essa é a hora e você não irá se arrepender, pois vale muito a pena e sempre tem alguma coisa nova para aprendermos. Se você é um familiar ou amigo(a) de uma mulher ostomizada indique a leitura desta cartilha, com certeza você irá ajudá-la.

Para visualizar a cartilha acesse o link:

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Coceira ao redor do estoma

Christiane e Cláudia Yamada

É muito comum uma pessoa ostomizada sentir uma coceirinha ao redor do estoma e isso pode acontecer por vários motivos.

Geralmente, quando sentimos esta coceira, é muito difícil nos controlarmos para não coçar, pois quanto mais coçamos mais vontade temos de coçar. Mesmo sendo difícil, devemos evitar coçar para não irritar e nem machucar a pele.

Alguns motivos que podem ser a causa da coceira são:

- Desidratação:
Se a pele ao redor do estoma estiver coçando, porém, não estiver vermelha, irritada ou com alergia, e nem estiver infiltrando fezes/urina a causa pode ser a desidratação. Beba bastante líquido, se a causa for a desidratação, assim que você estiver bem hidratado (a), irá parar de coçar.

- Infiltração de fezes ou urina:
Se estiver infiltrando fezes/urina pela placa de ostomia, irá irritar a pele, causando coceira e até assadura. Procure recortar na placa um orifício com tamanho mais próximo possível do estoma para evitar esta infiltração. E quando isto acontecer troque a placa/bolsa o mais rápido possível.

- Alergia da placa:
Algumas pessoas apresentam alergia a alguns tipos de placas, devido ao material. Isto causa irritação e muita coceira na pele. Caso isso ocorra é importante que você procure um enfermeiro estomaterapeuta para que ele lhe ensine como cuidar da pele irritada e lhe apresente outros modelos e marcas de placas para que você experimente e escolha a que se adaptar melhor.

- Alergia a pasta com álcool:
A pasta com álcool é utilizada ao redor do estoma para ajudar a fixar a placa/bolsa, porém algumas pessoas podem apresentar alergia a essa pasta, causando irritação e coceira na pele. Caso isso aconteça, troque a placa e não use mais a pasta com álcool, existem tiras sem álcool que podem substituir a pasta, sem causar a alergia.

- Calor:
Muitas pessoas ostomizadas sofrem com o calor, pois normalmente ele causa coceira ao redor do estoma, caso isto aconteça com você, evite a exposição ao sol, use roupas leves e beba bastante líquido.


É muito importante que você procure um(a) enfermeiro(a) estomaterapeuta sempre que perceber alguma anormalidade (irritação, coceira, vermelhidão, alergia...) com a pele ao redor do seu estoma, pois ele(a) é o(a) profissional mais indicado(a) para te ajudar neste momento.

domingo, 5 de abril de 2015

Ostomia e quimioterapia

Christiane e Cláudia Yamada

Muitas pessoas ostomizadas precisam fazer quimioterapia, e se não é fácil ser ostomizado, imagina ser ostomizado e fazer tratamento oncológico ao mesmo tempo?

As pessoas ostomizadas que realizam quimioterapia precisam ter um cuidado redobrado com a sua ostomia e sua saúde, por vários motivos.

Quando falamos em quimioterapia, normalmente pensamos em cansaço, debilitações, náuseas..., mas os tratamentos também podem produzir outros efeitos colaterais. Podem afetar, por exemplo, a pele.

Devido ao tratamento oncológico a pele pode sofrer algumas alterações, como ficar mais seca, sensível, irritada e apresentar manchas.  Com essas alterações muitas vezes a bolsa/placa de ostomia precisa ser trocada com mais freqüência, diminuindo assim, o seu tempo de uso.

Troque a placa/bolsa com muito cuidado e delicadeza para evitar que a sua pele fique irritada e/ou ferida. Muitas pessoas sentem uma coceira na pele ao redor do estoma ao retirar a placa/bolsa, porém evite coçá-la, principalmente se você estiver em tratamento oncológico, pois neste período a sua pele está mais sensível, em caso de ferida a sua cicatrização pode ser mais demorada e a sua imunidade pode estar mais baixa, o que facilitaria uma infecção.

Outro efeito colateral de algumas quimioterapias é a diarreia. Se isto acontecer você precisa se preocupar com três coisas: a troca e durabilidade da bolsa/placa, a sua hidratação e a sua alimentação.

Quando você estiver com diarreia, a durabilidade das placas/bolsas é menor, pois o intestino funcionando mais vezes e com as fezes mais líquidas, a infiltração ocorre mais facilmente. Preste atenção para evitar assaduras, principalmente se sua pele estiver sensível e irritada. Não deixe a bolsa ficar muito cheia, para evitar que ocorram acidentes.

É essencial beber bastante líquido (2,0 a 3,0 litros/dia) para evitar a desidratação, principalmente se você for ileostomizado e estiver com diarreia. Se você sentir câimbras, tonturas...procure seu médico!!!

Em relação à alimentação, se a quimioterapia que você estiver fazendo causar diarreia, evite alimentos que soltem o intestino, como por exemplo, o mamão, a laranja com bagaço, ameixa preta, maçã e pera com casca, manga, verduras, beterraba, aveia, farelo de trigo, arroz integral, feijão, lentilha, grão de bico, ervilha...

Muitas vezes com a quimioterapia, o odor das fezes ficam mais fortes. Alguns alimentos podem ajudar a amenizar esse odor, são eles: pêssego, maçã, pera, banana maçã, goiaba, iogurte natural, coalhada, chá (hortelã, erva doce, salsinha).

Não é fácil ser ostomizado e ter que fazer quimioterapia, porém temos que enfrentar o tratamento, os efeitos colaterais, os problemas com as bolsas e seguir a vida. Afinal nem todos tem a mesma chance que nós tivemos!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Ostomia e o calor

Christiane e Cláudia Yamada

O verão é a estação do ano preferida por muitas pessoas, pois aproveitamos os dias mais quentes e longos, o sol, vamos à praia, piscina, cachoeira, parque..., e usamos roupas mais leves e confortáveis..., porém o calor pode ser um inimigo para muitos ostomizados.

A maioria dos ostomizados sente na pele a dificuldade de ser ostomizado durante o verão, por alguns motivos que podem ser prejudiciais ao seu bem estar.

Podemos citar alguns exemplos: 
- Desidratação
A pessoa ostomizada desidrata mais rápido que uma pessoa sem ostomia, pois ela não tem controle no funcionamento do seu intestino e/ou bexiga, perdendo mais líquidos e eletrólitos.

- Diarreia
No o calor, o intestino de uma pessoa ostomizada pode funcionar mais vezes e as fezes  podem ficar mais líquidas.

- Duração da placa e bolsa de ostomia
No calor, muitas vezes a pele ao redor do ostoma coça (sensação de pinicar) e como, geralmente, o do intestino fica mais solto, as placas duram menos tempo, sendo necessário trocá-las com mais freqüência.

- Aderência da placa
Durante a troca da placa é importante secar bem a pele para que a placa fique bem aderida. Nesse calor é muito difícil secar bem a pele, pois muitas vezes ficamos suando e por isso a placa pode se descolar mais fácil, ou dependendo da placa, se a pele suar, ela grudará muito na pele, o que dificultará a sua retirada.

Algumas dicas para os ostomizados nesse verão:
- Tomar bastante líquidos, para não ficar desidratados (2,0L-3,0L/dia);
- Quando se alimentar fora de casa procure restaurantes de sua confiança com boa higiene, bom armazenamento e cuidados na manipulação dos alimentos.
- Se tiver diarréia e ela persistir por mais de um dia, entre em contato com o seu médico proctologista ou procure um hospital, pois você pode desidratar.
- Troque a placa sempre que necessário.
- Lave ao redor do ostoma com água morna ou fria, para não irritar a pele e evitar que ela sue muito.
- Evite fazer muito esforço físico nos horários em que o sol está mais quente, pois o cansaço e o suor é bem maior.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O ostomizado e a falta de água

Christiane e Cláudia Yamada

Atualmente (desde o ano passado) a notícia que mais circula nas mídias (tv, rádio, Internet, jornal, revistas) é sobre a crise da água. Crise que não começou hoje, não começou ontem e nem no ano passado, mas há muitos anos atrás (em São Paulo o primeiro sinal veio em 2004!!!).

Sabemos que a água é o recurso natural mais abundante do planeta, podendo ser encontrado em quase todos os lugares, e ela está no dia a dia de todas as pessoas que habitam o planeta (cerca de 7 bilhões). Além de matar a sede, a água está nos alimentos, nas roupas, nos carros... Mas o recurso mais fundamental para a sobrevivência dos seres humanos enfrenta uma crise de abastecimento. Estima-se que cerca de 40% da população global viva hoje sob a situação de estresse hídrico.

A diminuição da água no mundo é constante e, muitas vezes, silenciosa. Mas a culpa da crise no planeta não é só da instabilidade de “São Pedro”, pois a população cresceu muito. E a urbanização, que aumenta a poluição dos rios e dificulta o acesso à água potável, também entrou na mistura, junto com todos aqueles outros vilões que nós já conhecemos: verticalização, impermeabilização do solo, falta de planejamento, sobrecarga do sistema de abastecimento e coleta. A Sabesp estima que, em São Paulo, 25% da água se perca no caminho entre a distribuidora e as torneiras das casas.

Além disso, existem outros fatores muito conhecidos por todos nós: o desperdício (escovar os dentes e lavar louça com torneira aberta, varrer calçada com esguicho de mangueira, tomar banho muito demorado...) e também a falta de conscientização da população, das empresas e do governo.
Para evitar que o mundo chegue a situação extrema de falta de água, algumas medidas podem ser tomadas, como por exemplo, o reuso da água, que vem sendo utilizado por muitas empresas para diminuir seus gastos e também colaborar com o meio ambiente. No Brasil, 80% do esgoto coletado vai parar em cursos d'água sem receber nenhum tratamento.

A população também pode contribuir, evitando o desperdício de água com pequenas mudanças no cotidiano em suas casas, propriedades e estabelecimentos comerciais. No Brasil se gasta cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. O consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa, sendo que a OMS recomenda gastos de 40 litros por dia por pessoa. Este desperdício todo nos preocupa, pois o ser humano é capaz de ficar 60 dias sem comer, mas só resiste cinco sem água.
Estamos falando tanto de crise da água e da necessidade de economizar água, e você deve estar pensando: qual a relação da crise da água com este blog ou com o ostomizado??? A relação é muito grande!!!

Quando uma pessoa fica ostomizada, geralmente, recebe orientação do médico, da nutricionista e do enfermeiro estomaterapeuta para beber bastante água, pois normalmente o ostomizado (principalmente o íleo e o urostomizado) se desidrata mais facilmente que uma pessoa que não é ostomizada. Isso acontece porque uma pessoa ostomizada não consegue controlar o funcionamento do seu intestino e/ou bexiga, eliminando mais líquidos pelas fezes e pela urina. Uma pessoa colostomizada deve beber pelo menos 2,0 litros/dia, um ileostomizado 2,5 litros/dia e urostomizado de 2,5-3,0litros/dia de água!

Também precisamos beber bastante água porque algumas vezes a pele ao redor do nosso estoma coça e uma das causas pode ser a falta de hidratação. E assim ao tomar água, se a causa da coceira for essa, a irritação ao redor do estoma irá melhorar.

Muitas vezes, durante a troca da placa/bolsa de ostomia, o intestino e/ou bexiga não para de funcionar, e com isso o tempo do banho é mais demorado. Pois, para trocarmos a placa/bolsa de ostomia, é preciso limparmos e secarmos bem a pele ao redor do estoma, e se ele estiver funcionando, é necessário esperarmos que ele pare, pois a placa/bolsa, não irá aderir à pele úmida ou suja. Portanto, mesmo com essa crise de água, muitas vezes, não tem como uma pessoa ostomizada tomar um banho de 5 minutos, pois se o estoma estiver funcionando é preciso ficar lavando a pele, pois a urina e as fezes assam a pele ao redor do estoma, da mesma maneira que assam a pele de um bebê, quando ele fica por muito tempo com a fralda suja! Portanto, muitas vezes, o ostomizado não demora no banho porque ele quer, mas por necessidade.

Além disso, o número de descargas que damos durante o dia é muito maior, pois como não conseguimos controlar nossas fezes e/ou a urina, quando a bolsinha enche precisamos esvaziá-la. Quantas vezes ao dia? Depende se é colostomia, ileostomia ou urostomia., depende de cada organismo, do tratamento, do medicamento... Os ostomizados precisam esvaziar a sua bolsa quantas vezes forem necessário.

Às vezes nos perguntamos: “Será que é justa a cobrança de multa para quem gasta mais água?” É justa para aquelas pessoas que DESPERDIÇAM água, mas e aquelas que gastam mais água por necessidade?

Outro dia estávamos pensando, se esta multa fosse cobrada em 2009, teríamos que recorrer, pois com certeza seríamos multados. Imaginem, uma família com 3 ileostomizados e além disso, duas delas fazendo quimioterapia, tendo como um dos efeitos colaterais a diarréia, sendo necessário esvaziar a bolsinha umas 20 vezes ao dia. Mais a demora no banho para trocar a placa de ostomia, mais os lençóis e roupa que tínhamos que lavar quando a placa se soltava durante o sono (as vezes mais de uma vez por semana)...não tem como mensurar o quanto de água a mais gastamos pelo fato de ficarmos ostomizados.

O ostomizado pode sim economizar água! Não escovando os dentes ou lavando a louça com torneira aberta, não lavando a calçada, garagem ou carro com mangueira....mas temos sim que nos hidratar sempre, esvaziar a bolsa de ostomia e podemos demorar mais vezes no banho para trocar a bolsa/placa!!! Uma pessoa ostomizada dificilmente sobrevive sem água!!!!

Referências:


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

É fácil ser ostomizado?

Christiane e Cláudia Yamada

Ser ostomizado não é tão fácil como muitas pessoas pensam, pois:

Ser ostomizado não é apenas viver com uma bolsa para coletar fezes ou urina no abdômen...
Ser ostomizado vai muito além disso...
Ser ostomizado é aprender a viver com o novo e se adaptar a nova condição de vida...
Ser ostomizado é se aceitar, mesmo com as dificuldades do dia a dia...
Ser ostomizado é saber lidar com o preconceito...
Ser ostomizado é tentar levar uma vida normal...
Ser ostomizado é ter jogo de cintura quando acontecem “acidentes” com a bolsa de ostomia...
Ser ostomizado é saber o que pode ou não fazer e/ou comer...
Ser ostomizado é saber disfarçar o barulho dos gases e o volume da bolsa...
Ser ostomizado é saber escolher a melhor roupa que disfarce a sua bolsa ou usar a bolsa a mostra...
Ser ostomizado é se desdobrar em 10 e conseguir usar os banheiros públicos...
Ser ostomizado é saber se virar com a falta de materiais de ostomia....
Ser ostomizado é conhecer e saber usar os seus direitos (cartão DeFis-DSV, Bilhete único especial, isenção de rodízio, senha prioritária, fila especial...) mesmo que os outros olhem torto para você...
Ser ostomizado é saber usar o cinto de segurança da melhor forma...
Ser ostomizado é saber proteger o seu ostoma em locais cheios, como em ônibus e metrôs em horário de pico...
Ser ostomizado é saber o melhor horário e a melhor forma de trocar a sua bolsa...
Ser ostomizado é saber lidar com os problemas de pele (alergia das placas, assaduras...)...
Ser ostomizado é saber os seus limites...
Ser ostomizado é ajudar outros ostomizados...

Enfim, ser ostomizado é viver com uma bolsa de ostomia no abdômen e enfrentar os desafios que virão pela frente.