E-mail: ostomiasemfronteiras@yahoo.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cartão DeFis-DSV

De acordo com a Lei 5296 de dezembro de 2004, as pessoas ostomizadas são consideradas pessoas com deficiência física, conforme previsto em seu artigo 5º , parágrafo 1º  letra a, portanto nós temos direito ao Cartão de Estacionamento para Pessoa com Deficiência. 

O Cartão DeFis-DSV é uma autorização especial, para o estacionamento de veículos em via pública e zona azul, em vagas especiais -- demarcadas com o Símbolo Internacional de Acesso --, para pessoas com deficiência de mobilidade obrigadas ou não a usar cadeira de rodas, aparelhagem ortopédica ou prótese, temporária ou permanente, com deficiência visual e com dificuldade de locomoção. É regulamentado pela Resolução 304/2008 do Contran, Portaria DSV/G. n.º 014/02, de abril de 2002, Portaria n.º 032/09-SMT-GAB, de 14/04/2009, e Portaria DSV/SMT nº 24/10, de 15 de março de 2010.

O Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) emite o Cartão DeFis-DSV para as pessoas que residem no Município de São Paulo e:

  • com deficiência física ambulatória no(s) membro(s) inferior(es) ou;
  • com deficiência física ambulatória autônoma, decorrente de incapacidade mental; (quando o portador não pode assinar, há a necessidade de apresentação de documento de representação legal como: Interdição, Curatela ou Procuração) ou;
  • com mobilidade reduzida temporária, com alto grau de comprometimento ambulatório, inclusive as com deficiência de ambulação - temporária - mediante solicitação médica ou;
  • com deficiência visual e com dificuldade de locomoção.

A solicitação do requerimento do Cartão DeFis-DSV pode ser feita pessoalmente no DSV – Autorizações Especiais, na Rua Sumidouro, 740, Pinheiros, das 08h00 às 17h00, ou pelo correio. No caso de deferimento da solicitação, o cartão poderá ser retirado no DSV-AE ou enviado pelo correio.

Os documentos necessários para a solicitação do cartão são:

  • Formulário de requerimento do Cartão DeFis-DSV (que você mesmo pode imprimir )
  • Formulário de Atestado Médico do DSV ou do próprio médico que comprove a deficiência física ambulatória ou a mobilidade reduzida ou deficiência visual, contendo a respectiva indicação de acordo com o Código Internacional de Doenças (CID), o carimbo, o CRM e a assinatura do médico, com data de emissão não superior a três meses. O requerente deve entregar o formulário original ou uma cópia, autenticada ou simples -- neste último caso será preciso apresentar o original. 
  • Cópia simples de documento de identidade oficial com foto e CPF do portador de deficiência física ambulatória ou com mobilidade reduzida ou deficiência visual; 
  • Cópia simples do comprovante de residência atual no nome do requerente comprovando a residência no município de São Paulo.
  • Quando for o caso de deficiência intelectual ou de representação legal, cópia simples de documento de identidade oficial com foto e CPF do representante legal e do documento que comprove esta representação legal do requerente como procuração, tutela ou curatela.
Se tiver dúvidas, ligue para: (11) 3812-3281 ou (11) 3816-3022

* O que é preciso observar no uso diário do cartão?
Além das regras de trânsito vigentes e daquelas estabelecidas pela sinalização local, deverão ser respeitadas rigorosamente as "Regras de Utilização" contidas no verso do cartão DeFis-DSV.

Nas vagas especiais situadas em áreas de Zona Azul, o usuário deve utilizar, além do Cartão DeFis-DSV, o cartão de Zona Azul.

Obs.: o cartão DeFis-DSV não dá direito ao uso da vaga gratuitamente.

Vale lembrar que o Cartão DeFis-DSV poderá ser utilizado como referência para estabelecimentos particulares, que reservem vaga específica de estacionamento demarcada com o Símbolo Internacional de Acesso.
Para saber o CID da sua ostomia acesse:

Referência:



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Isenção de Rodízio Municipal para Pessoa com Deficiência

De acordo com a Lei 5296 de dezembro de 2004, as pessoas ostomizadas são consideradas pessoas com deficiência física, conforme previsto em seu artigo 5º , parágrafo 1º  letra a, portanto nós temos direito à Isenção de Rodízio Municipal.

Para solicitar a liberação do rodízio municipal em São Paulo, é necessário preencher o requerimento para o cadastro do veículo, esse requerimento pode ser obtido no Setor de  Autorizações Especiais do DSV ou acessando o link:

É necessário entregar com o requerimento os seguintes documentos:
  • original ou cópia autenticada de Atestado Médico comprovando a deficiência, contendo Códito Internacional de Doenças - CID, com carimbo, CRM e assinatura do médico e com data não superior a três meses;
  • cópia simples do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo - CRLV;
  • cópia simples do Cadastro de Pessoa Física - CPF do portador de deficiência;
  • cópia simples da Carteira de Identidade - RG ou documento equivalente do requerente e do representante legal, quando for o caso. Na ausência do RG, anexar a Certidão de Nascimento; e
  • no caso de representante legal deverá ser anexado cópia simples da procuração ou curatela ou guarda permanente.

O requerimento e os documentos podem ser entregues  pessoalmente ou pelos correios  no seguinte endereço:
Pessoalmente
DSV / Autorizações Especiais (DSV-AE)
Rua Sumidouro, 740 - Térreo – Pinheiros - CEP: 05428-010
De segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.
Via Correios DSV / Autorizações Especiais - DSV-AE
Isenção de Rodízio Municipal
Caixa Postal 11.400 - CEP 05422-970
Para mais esclarecimentos sobre o assunto entre em contato pelos telefones 3812-3281 ou 3816-3022, ou pessoalmente no endereço acima.
Para saber o CID da sua ostomia acesse:

Referência:

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Levante a cabeça!


Christiane e Cláudia Yamada


Nós nunca sabemos o curso que a nossa vida irá tomar. Imaginamos um futuro maravilhoso, um mundo perfeito, uma vida repleta de carinho, amor, compreensão, dinheiro e tudo o que precisamos na hora em que queremos. Sempre pensamos no melhor, acreditamos que se hoje não é perfeito, amanhã será; se hoje o dia não foi bom, amanhã será melhor; se hoje não foi dia de sorte, amanhã será...

No fundo todos nós somos otimistas!!! E não esperamos que uma tragédia, um acidente, um problema de saúde possa nos acontecer...tudo aquilo que nós não queríamos, tudo aquilo que nós não esperávamos pode acontecer e mudar totalmente o rumo de nossas vidas, como por exemplo, podemos ter algum problema de saúde ou sofrer algum acidente que nos deixe ostomizados. E aí nós podemos nos decepcionar, nos desesperar...

Nós sempre esperamos que algo avassalador mude, e pensamos...não, eu não preciso de cirurgia, eu não preciso de quimioterapia, eu não preciso de radioterapia, eu não vou ficar ostomizado..., mas nem sempre isso acontece...não é drama é a realidade!!!

Agora que você está ostomizado, você percebe a sua realidade? Você vai se entregar? Você vai se esconder? O que você vai fazer?

Permita-nos uma sugestão?

Levante a cabeça e encare a realidade! Seja forte, lute...vença a doença, supere seus medos e preconceitos...busque sua felicidade!!!

Qual o valor das suas crenças? Quem é você afinal?

Viver como um louco (bebendo, brigando, se metendo em confusão...), se fazer de coitado...não vai melhorar em nada a sua vida...

O que você vê quando se olha no espelho? Não estamos falando do espelho da parede, do armário, do banheiro..., mas do espelho da sua vida!!! O que ele te transmite?

No começo, nuvens espessas e escuras podem esconder o seu sol; a luminosidade do dia, pode dar lugar à certeza de uma tempestade; você sente seu coração mais pesado, sente-se no meio de uma tempestade, problemas sérios invadem sua vida, é como se uma enxurrada estivesse arrastando para longe sua paz e sua felicidade.

O primeiro momento, logo após a cirurgia, é muito complicado, principalmente se foi de emergência; porém é necessário que você exponha seu mundo, seus pensamentos, seus sentimentos, seus medos, chore, desabafe...., mas encare a sua nova realidade e lute para vencer e ser feliz!!!

Nós sabemos que por mais que você tente organizar suas idéias, muitas vezes seus pensamentos vagam em aflições. Você se desconcentra e se aflige, tendo vontade de sair correndo para bem longe e fugir.

Mas pare, acalme-se, tente colocar seus pensamentos em ordem e verá que para Deus, nada é impossível.

Busque ajuda em associações, participe de reuniões, converse com outros ostomizados e descobrirá que você pode ser feliz, basta querer!!!

O importante é se auto conhecer nesta nova fase e se aceitar!!! Conheça seus limites, suas necessidades, seu organismo. E resolva se você quer ficar na dor, ou quer mesmo ser feliz.
Quer ser feliz? Então se ame, se aceite!

Tenha coragem de se assumir, diga sim para a vida, mas diga com a certeza de que você, e somente você, pode agora mesmo determinar um novo rumo, uma nova estrada!
Traga apenas as coisas que somam para o seu melhor, para construir a cada dia uma nova e emocionante história, tudo aquilo que contribui para o bem, que faz o coração palpitar e a alma debruçar numa suave melodia.

Se por vezes como é certo, as intempéries se afrontam, logo saberá que tudo passa e mais que depressa você irá descartar da memória aquela parte da história que a vida te legou, e outro novo e fascinante momento constrói um novo tempo.

Pensando positivamente, você reunirá forças para vencer os obstáculos. Não deixe que nada afete seu estado de espírito.

Transforme seus momentos difíceis em oportunidades. Seja criativo buscando alternativas e apresentando soluções ao invés de problemas. Veja o lado positivo das coisas e assim você tornará seu otimismo uma realidade.

Agradeça a Deus a oportunidade de acordar mais um dia.

Pare e pense, se hoje você está vivo é graças a ostomia! Ela foi a solução, foi a nossa salvação. Por isso devemos considerá-la como a cirurgia da Vida.

Se não fosse possível realizá-la, hoje muitos de nós já não estaríamos mais aqui curtindo a família, os filhos, os netos, os amigos, as viagens, as festas...enfim curtindo a VIDA!

O processo de adaptação e aceitação do estoma é difícil, lento, complicado e que deve ser conquistado a cada dia com muita paciência.

Muitas vezes a ostomia faz com que você descubra a força, equilíbrio, perseverança e determinação que existia em seu interior e você nem conhecia. Levando-o a superar todos os momentos de dificuldade, medo e preconceito.

Junto de cada marca e lembrança de sua recuperação, poderá vir paradoxalmente sensações de felicidades mais fortes que já vivera, como êxtase puro de estar vivo e mais saudável! Não é estranho essa cirurgia trazer tanta coisa boa? Da tristeza é possível sim vivenciar muita alegria!

Portanto, acredite que a ostomia não é o fim da vida, pelo contrário, é o começo. Se você teve essa segunda chance, faça o possível para ser feliz e merecer estar vivo!
Nunca se esqueça que você pode se esconder em um canto e nunca mais sair ou, enfrentar e aprender a conviver com a sua ostomia da melhor forma possível! Porque sua vida será o que você fizer dela!

A superação é algo que vem de dentro, é uma capacidade sua, você tem que querer, você tem que acreditar em você, nas suas forças, e ter o impulso de prosseguir mesmo que a vida esteja difícil!

O mais importante é se concentrar não na sua ostomia, mas na vida como um dom maravilhoso, cheio de felicidades. Então reflita e faça a melhor opção, escolha viver!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Depoimento de Martha Cristina Costa




Eu Martha Cristina Costa, quero primeiramente agradecer a Deus por me ter ressuscitado, pois para a medicina eu não tinha mais jeito.
Em 19 de maio fiz 9 anos de ostomizada, e sou muito grata a Deus que me enviou uma equipe médica abençoada!!  Eu só vivia nas mãos dos médicos, sem ver resultado, cheguei a fazer 19 cirurgias, até descobrir onde estava a raiz da doença. Caros amigos e amigas, vários médicos comentavam que eu precisava fazer o exame colonoscopia, porém quando vivenciei esse momento, em alguns anos atrás, eu não tinha o conhecimento que tenho hoje.
Fui casada, tive 2 casais de filhos maravilhosos, porém o meu ex-marido nunca admitia certos tipos de tratamento, não por falta de condições, mas sim por “ignorância”. Sofri muito, sentia muitas dores, até que alguns amigos correram comigo para Salvador. Ninguém dava mais nada por minha vida!!! 
Eu tive Polipose Familiar Múltipla em fase final, e se não operasse, morreria, e operando, eu corria o mesmo risco. Deus me deu força e enfrentei a cirurgia, mesmo os médicos estando com medo. Deus sempre esteve ao meu lado!!! 
Antes de me anestesiarem, os médicos perguntaram se eu aceitaria a bolsa ou a morte, e eu nunca tinha ouvido falar em bolsa de ostomia. Foi um momento muito triste queridos amigos, mas aceitei a bolsa, sem nem saber como ela era. A cirurgia foi um sucesso, sou grata a Deus por tudo, e hoje estou muito bem adaptada ao uso da bolsa, porém não parou por aí, a doença foi para o estômago, e por isso, faço a cada 6 meses uma endoscopia bem sofisticada, para não correr o risco de perder o estômago. Eu creio muito na cura do nosso Deus!!!
Eu tive mais uma surpresa, todos os meus filhos têm a mesma doença, e segundo os médicos, a doença está em fase bem avançada, porém apenas um deles, que tem 23 anos, já fez a cirurgia e não precisou usar a bolsa, mas a “ignorância” do pai dos meus filhos, fez com que o meu filho que realizou a cirurgia nunca mais fosse ao médico e os outros filhos estão manipulados por ele, ao ponto de não quererem fazer a cirurgia, e eu já estive com toda documentação necessária para a internação deles, para serem operados.
Eu e os médicos do hospital já fomos ameaçados por causa disso, e estamos brigando na justiça, porém, até agora,  sem nenhuma resposta.  Eu vivo sendo ameaçada pelo pai dos meus filhos, e já registrei uma ocorrência na delegacia da mulher em Salvador.  Eu estou ciente do que pode acontecer com os meus filhos, porém nada posso fazer, e isso me dói muito como mãe, sabendo da realidade e não poder fazer nada.  Nós vivemos em um mundo sem justiça aqui na Terra, mas Deus é o Deus do impossível.
O pai dos meus filhos passou a sentir nojo de mim quando passei a usar a bolsa, foi uma tristeza para mim, mas agradeço a Deus por hoje estar aqui podendo expressar um pouco de mim, vou uma vez ao mês a Salvador fazer acompanhamento médico, graças a Deus estou bem.
Quero deixar aqui o meu agradecimento a Deus e a todos desse grupo maravilhoso, o meu obrigado de coração a todos vocês!!! E Deus está no comando de todos nós!!! Um forte abraço a todos!!!
Vida Vitoriosa e guerreira é com Cristo Jesus!!!!!!! Amém, Amém, Amém!!!!!!!!!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Depoimento de Mayra Oliveira

Acompanhe a história de Mayra Oliveira...

Oi, meu nome é Mayra, tenho 22 anos e gostaria de compartilhar minha história de vida, perante a enfermidade, aqui com vocês. Eu Nasci na Bahia e morei um bom tempo em Pernambuco, atualmente moro no Rio Grande do Norte. No primeiro semestre do ano de 2006, quando eu tinha 16 anos e estava no terceiro ano do segundo grau, comecei a ter diarreias constantes. Sempre tive notas boas, mas naquele ano me desgastei muito, não tive um bom rendimento escolar, nunca tinha ficado de recuperação, e fiquei em matemática... Foi um horror, será que você é capaz de imaginar essa situação? 
Sintomas: diarreia, dor abdominal, sangramento, crises chamadas de choque pirogênico, (de repente sentia um frio muito grande, começava a tremer de frio, as unhas ficavam roxas), muita queda de cabelo, fraqueza... Eu procurava os médicos e eles diziam que era verme, davam remédio pra verme e nada de melhorar. Um dia eu tive uma dor muito forte e em seguida uma grande quantidade de sangue... Até que certo dia eu desmaiei de dor... Resolvi procurar um gastroenterologista, e em 14-04-2007 com um exame chamado colonoscopia (com biópsia) foi diagnosticado colite crônica agudizada (Inflamação no intestino grosso e reto). E eu - "Meu Deus o que significa isso?" Comecei um tratamento com mesacol, mas parecia que o medicamento não fazia efeito. Nesse período eu emagreci 15 quilos, eu pesava 50 e passei a pesar 35.
Dois meses depois comecei a sentir muita dor no abdome no lado direito, uma dor tão insuportável que refletia na perna (direita), 2 dias e 1 noite com essa dor, era "apendicite". Cirurgia no dia 12-06-2007, momentos antes de entrar no centro cirúrgico comecei a me tremer de frio, e ouvi o médico falar que era choque pirogênico, foi colocado dipirona no meu soro e fiquei em repouso. Quando acordei foi um alívio! A recuperação foi ótima, e apesar do "corte" ser bem pequeno, o apêndice estava quase estrangulando...
15-09-2007 Retossigmoidoscopia (com biópsia), conclusão: Retocolite ulcerativa idiopática (RCUI), em atividade.
30-04-2008 Colonoscopia (com biópsia), conclusão: Retocolite ulcerativa idiopática em fase ativa.
28-08-2008 Trânsito intestinal: Ausência de dilatações ou estenoses segmentares de alças intestinais delgadas.
09-06-2009 Retossigmoidoscopia (com biópsia), conclusão: Colite crônica agudizada.
24-03-2010 Colonoscopia (com biópsia), conclusão: Colite crônica difusa em atividade.
07-05-2012 Ileoscopia (com biópsia), conclusão: Ileíte crônica e aguda erosiva moderada com granulomas histiocíticos.
Nesse período de constantes exames, eu usei vários tipos de medicamentos, Mesacol, Mesalazina, Azatioprina, Infliximab, mas nenhum fez efeito... Foi aí que o médico disse que eu tinha que fazer a cirurgia de ostomia, meu mundo desabou naquela hora, e eu só queria sair dali e chorar... Ele me passou corticoide e disse que não era para usar muito tempo que poderia levar a diversos problemas de saúde.
Comecei a pesquisar na internet sobre a cirurgia, eu não queria fazer de jeito nenhum! Por causa do corticoide, aqueles sintomas estavam desaparecendo, eu estava ficando forte de novo, a diarreia acabou, voltei a comer o que nutricionistas tinham me restringido, recuperei meu peso, meu cabelo e pensei: - " olha! esse remédio me fez ficar boa!". Eu retornei na consulta e o médico falou para ir diminuindo a dose do corticoide para retirar de vez o medicamento, mas quando a dose ficava mínima os sintomas voltavam... E ele me falou de novo: - "Mayra, a única forma agora é fazer a cirurgia". Mas eu não queria fazer de jeito nenhum, eu estava bem!!! Fiquei com corticoide durante 2 anos (nossa!).
Tentei diminuir o corticoide de novo, acho que pela quarta vez, e os sintomas voltaram, resolvi fazer a cirurgia, eu não podia mais tomar aquele corticoide, já fazia 2 anos...
21-03-2011 foi a data da cirurgia, curiosa pra ver como ficou meu abdome, confesso que o que mais me assustou foi o tamanho do corte em minha barriga e todos aqueles pontos, e não o estoma. Nossa! achei o máximo aquele “negocinho” vermelho na minha barriga kkkkkk. E tinha uma bolsinha colada na minha pele para coletar as fezes líquidas que saíam daquele estoma (interessantíssimo). Minha cirurgia foi uma proctocolectomia total com bolsa ileal em "J" - retirada de todo intestino grosso e reto, e no final do delgado confeccionada a bolsa ileal. 
Nos primeiros 15 dias meu organismo foi evoluindo bem, tive até alta. Mas não durou 3 dias. Eu tinha emagrecido bastante e foi aí que eu descobrir que eu não estava gorda e sim inchada por causa do corticoide. Dei entrada de novo no hospital com dor abdominal, vômitos e febre. Fiz uma tomografia e mostrou coleção abdominal, realizada drenagem e persistência da coleção, consequentemente derrame pleural, mais uma drenagem e a coleção persistia. Fiz mais duas tomografias e a coleção continuava persistindo, foi aí que os médicos resolveram reabrir a cirurgia para fazer a lavagem da cavidade abdominal. Enfim... fiquei internada durante 2 meses e parecia que aquela situação não tinha mais fim. Meu cabelo começou a cair de novo...
Quando acordei daquela segunda cirurgia eu estava completamente inchada, fiquei sabendo que eu estava desnutrida e aquela cirurgia não foi numa boa hora (retenção de líquido), eu estava tão, mais tão inchada que eu não conseguia me levantar no primeiro dia, minhas roupas não cabiam, eu usei as roupas do hospital nos primeiros 6 dias. Nossa! Quantos quilos será que eu estou pesando? E aos poucos eu ia me levantando e fiz muito, mais muito xixi, foi assim que comecei a voltar ao normal. Tive alta com 10 dias, ainda inchada, mas em casa eu fui melhorando... 
ADAPTAÇÃO: Minha adaptação demorou muito, foram 5 meses. Eu sentia dor, muitos gases, as fezes eram liquidas e ácidas, feriam minha pele, que ficava em carne viva. As bolsinhas não duravam 3 dias. Do quinto para o sexto mês eu tive uma boa melhora, não sentia mais dor alguma, às vezes as fezes ficavam consistentes, já comia de tudo e principalmente "muito". Mantive-me nos 40 quilos. Não sei por que mas os médicos resolveram que seria melhor fazer a reversão, bom... fiz, no dia 04-09-2011. Mais uma adaptação difícil... 6 meses depois da cirurgia a cicatriz da reversão criou abscesso de parede abdominal, isso mesmo, 6 meses depois da reversão, na cicatriz... Também fiz uma limpeza de abscesso. Dois meses depois da limpeza ainda tenho problemas com ela, demorou muito para fechar, saía muita secreção purulenta. Ainda tenho diarreias e agora os médicos estão suspeitando de doença de crhon. Mas como assim doença de crhon? Doença de crohn? Nossa!
Se for mesmo doença de crhon, será que adquiri depois da cirurgia? Se for mesmo doença de crohn será que tinha desde o princípio? Farei um exame chamado Enterografia por ressonância magnética pra saber se estou mesmo com essa tal doença de crhon.
Vamos aguardar os próximos capítulos dessa história.
Vou em frente, coloco uma maquiagem e um sorriso no rosto. Deus resolveu reformar o meu mundo, e eu só tenho que agradecer. Percebi que cresci muito nos últimos tempos, e passei a ter uma visão ampla do mundo e ao meu redor. Agora é levantar a cabeça e ser forte.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Programa Consultório de família

Participação de Christiane, Cláudia e Rita no programa Consultório de família, do canal TV Novo Tempo, com o tema "Na hora da dor". Com participação especial de Henry e Mário Romero.


https://www.youtube.com/watch?v=tpUkm2ntc8g

terça-feira, 5 de junho de 2012

A importância da existência de banheiros adaptados para uma pessoa ostomizada


Christiane e Cláudia Yamada

Quando uma pessoa possui algum tipo de deficiência física, geralmente, é possível percebê-lo facilmente, como por exemplo, um cadeirante, deficientes visuais, auditivos, mudos, pessoas com Síndrome de Down, enfim, a maioria das classes de deficiências permite ao portador que se identifique – e seja identificado – como tal e, portanto, conte com a boa vontade da sociedade em geral e dos órgãos protetores para melhorarem sua qualidade de vida. Por outro lado, existem pessoas que são portadores de deficiências menos conhecidas, mas nem por isso menos importantes, já que esses pacientes também requerem adaptações que são fundamentais para conseguirem realizar, com tranquilidade, suas atividades mais cotidianas, como exemplo podemos citar os ostomizados.

Quando uma pessoa fica ostomizada, ela passa por algumas transformações em sua vida, e uma delas é a necessidade de um banheiro adaptado, que é o principal ambiente que sofre alterações para atender às suas necessidades. Porém esse tipo de adaptação é raríssimo de se encontrar.

Infelizmente, quando se constrói banheiros para portadores de necessidades especiais, geralmente as pessoas só se lembram dos cadeirantes, e se esquecem de que existem deficiências diversas, cada uma com especificidades diferentes.

Muitas pessoas ostomizadas hesitam em sair de suas casas e em ter uma vida social ativa, pois se preocupam em como esvaziar a sua bolsa coletora fora de suas residências. Para um ostomizado pode ser estressante utilizar banheiros públicos e pode causar pânico o fato de lidarem com os eventuais vazamentos de dejetos ou urina em banheiros públicos. Portanto, a disponibilização de banheiros públicos para o atendimento adequado aos ostomizados pode ser a chave para aumentar a sensação de bem-estar e a reabilitação dos ostomizados em sua comunidade. O ideal seria que esses banheiros fossem instalados em hospitais, casas geriátricas, clínicas e todos os prédios públicos.

Para uma pessoa não ostomizada, isso pode parecer um “sonho de consumo”, mas para os ostomizados, um banheiro adaptado é sim uma necessidade.

Só os ostomizados sabem a dificuldade em esvaziar a bolsa de ostomia, principalmente em banheiros públicos. Ao esvaziar a bolsa, as fezes são despejadas em vasos sanitários normais, e nessa operação, se o ostomizado não tiver cuidado, pode ter a roupa respingada.

Cada pessoa se adapta do jeito que achar melhor, alguns agacham, outros sentam no vaso sanitário, de frente, de costas, de lado ..., lógico que isso não é o fim do mundo, mas não seria mais fácil se a pessoa ostomizada pudesse esvaziar a bolsa de pé? E é para isso que servem os banheiros adaptados, para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

O ideal é ter um vaso sanitário exclusivo para as pessoas ostomizadas, que deve ficar aproximadamente a 80 centímetros do solo, em uma altura adequada para o ostomizado esvaziar a sua bolsa. Também é muito importante instalar junto ao vaso sanitário um ponto de água equipado com uma ducha higiênica, pois facilita a higienização da bolsa.

Quando a pessoa ostomizada usa o banheiro em casa, o problema é menor, pois já está acostumado, porém, em banheiros públicos, a dificuldade pode ser bem maior, pois o espaço pode ser pequeno, pode não ter ducha higiênica, a altura do vaso sanitário pode não ser adequado e também existe o medo de fazer sujeira. Quantos ostomizados já não sofreram algum acidente ao esvaziar a sua bolsa?

Em alguns lugares existem banheiros adaptados para o ostomizado, como por exemplo, podemos citar o Japão (instalado na Prefeitura de Narashino, em 1998), Portugal (na Cidade do Barreiro), e também em algumas cidades brasileiras, como em Nova Friburgo (na sede da AOCNF – Associação dos Ostomizados do Centro – Norte Fluminense), Pernambuco, Amazonas (Associação dos Ostomizados do Amazonas - ASSOAM), Piumhi (Centro de Apoio dos Amigos Ostomizados de Piumhi -Minas Gerais), São Paulo (AME Barradas).

Existem outros banheiros adaptados pelo mundo, mas são poucos para o número de ostomizados, esperamos que esses sejam exemplos para a construção de muitos outros, para que o ostomizado possa usar banheiros públicos adequados às suas necessidades, sem as dificuldades que se tem atualmente e sem medo.

Para conhecer um pouco mais sobre os banheiros adaptados para os ostomizados acessem:

Fontes: